Interior

Ex-líder de missão do território queixa-se de falta de apoio político

Ex-líder de missão do território queixa-se de falta de apoio político

Foi por falta de "apoio político", de "compromisso político", que Helena Freitas se demitiu da liderança da Unidade de Missão para a Valorização do Território, que liderava por convite de António Costa e sob a tutela de Eduardo Cabrita.

Ontem, mais de três meses depois da saída, afirmou ao JN que "o território precisa de uma estrutura política forte, que claramente não tinha. Do ponto de vista político, é preciso mais".

A professora universitária de Coimbra admite a possibilidade ter sido, ela própria, a não compreender o trabalho que Costa esperava que a unidade de missão desenvolvesse. "O equívoco pode muito bem ser meu", disse. O seu entendimento era - e continua a ser - que o interior precisa de mais investimento e de um projeto de continuidade. Tinha, por isso, assumido o compromisso, junto dos agentes locais, de apresentar a Conselho Ministros novas medidas de seis em seis meses, contou.

Chegada a reunião governamental de junho, porém, as propostas que tinha entregue à tutela ficaram na gaveta. "A minha frustração foi demasiado grande", afirmou. E procurou apoio junto do primeiro-ministro? "Essa é uma mágoa que guardo para mim", limitou-se a responder. Dias depois, deu-se a tragédia de Pedrógão. "Senti que seria preciso muito mais e eu não tinha capacidade." Anunciou a demissão a 12 de julho.

Martins de Oliveira nos fogos

Uma outra estrutura de missão vai gerir o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais. Será presidida por Tiago Martins de Oliveira, a quem será hoje dada posse. É uma das decisões saídas sábado do Conselho de Ministros extraordinário.

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