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Ex-militares respondem a apelo das Forças Armadas

Ex-militares respondem a apelo das Forças Armadas

Cerca de 200 médicos e enfermeiros na reforma voltaram às fileiras das Forças Armadas para ajudar a combater a pandemia do coronavírus. E outros 100 oficiais do Exército, Força Aérea e Marinha, que também já não estavam ao serviço, voluntariaram-se para regressar ao ativo.

Os militares estão, desta forma, a responder ao apelo lançado pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, que pretende contar com mais recursos humanos na "guerra" contra a doença.

As Forças Armadas ainda não foram chamadas a atuar no âmbito do estado de emergência decretado na última quarta-feira, mas estão - garante ao JN o tenente-coronel António Costa Mota, presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) - preparadas para intervir a qualquer momento. Neste momento, já contam com mais 120 médicos e 80 enfermeiros no seu dispositivo, que regressaram da reforma para dar o seu contributo na "guerra" anunciada pelo presidente da República. "E há mais 100 oficiais que, através da OAFA, já mostraram vontade de regressar. Setenta deles têm menos de 66 anos", refere o tenente-coronel Costa Mota.

Nos últimos dias, as Forças Armadas adiaram qualquer incorporação - o que permitiu disponibilizar ao Serviço Nacional de Saúde 2300 camas que estavam destinadas aos recrutas - e cancelou missões e exercícios de treino. As férias e folgas dos militares foram igualmente suspensas e o plano de contingência aplicado reduziu o número de pessoas nos quartéis. "Muitos militares estão em casa para se protegerem, mas continuam em estado de prontidão", explica o presidente da OAFA.

Meios não existem

"As Forças Armadas irão responder, irão fazer tudo o que tiverem de fazer, mas estamos preocupados, pois poderá haver uma expectativa exagerada em face dos meios existentes", acrescenta o dirigente. O oficial recorda, neste ponto, "a escassez de recursos humanos" e meios que, fruto do desinvestimento ao longo dos anos, não existem ou não estão em condições de serem utilizados. "Não foram distribuídas máscaras ou luvas para proteção individual aos militares", salienta ainda o tenente-coronel Costa Mota.

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