Política

Ex-ministro Poiares Maduro propõe primárias no PSD

Ex-ministro Poiares Maduro propõe primárias no PSD

Miguel Poiares Maduro pretende que o PSD avance para a escolha dos líderes do partido através de eleições primárias, mas em moldes diferentes das que decorreram no PS.

Numa moção que leva ao congresso de 7 de fevereiro, o ex-ministro Adjunto de Passos Coelho propõe que o PSD venha a "utilizar os cadernos e a máquina eleitoral do Estado" para que o processo seja "genuinamente aberto" aos portugueses.

Subscrito por Leitão Amaro, ex-secretário de Estado, Duarte Marques, deputado, Lídia Pereira, eurodeputada, e Carlos Coelho, ex-eurodeputado, o documento aponta vários caminhos para aumentar a participação "na vida do partido".

Por um lado, propõe passar-se dos atuais 100 mil militantes para os 150 mil, até 2022. Tal meta poderá ser atingida com "a substituição do pagamento de quotas pela participação num número mínimo de iniciativas do partido".

Por outro, "num momento em que os partidos são vistos como cada vez menos representativos", "introduzir a possibilidade de primárias abertas", recorrendo para isso à máquina do Estado. "Quem votasse nas primárias de um partido não poderia votar nas eventuais primárias de outro", entre 5 e 8 anos. Poiares Maduro reconheceu, ao JN, que um processo com estes moldes exige "uma alteração da lei dos partidos políticos".

Apelidada como "contributo para a reforma do partido", a moção defende também, entre outras medidas, uma Comissão de Ética "composta por militantes", que avalie os candidatos do PSD "a funções públicas de particular relevância".

Segundo o ex-ministro, "esta moção não se trata de um regresso à vida política ativa" ou um sinal de que venha a integrar uma das listas ao Conselho Nacional laranja. "Mas é minha obrigação contribuir para um melhor PSD", admitiu.

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