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Mário Soares

Ex-presidentes da República defendem união nacional para enfrentar dificuldades

Ex-presidentes da República defendem união nacional para enfrentar dificuldades

Os três ex-presidentes da República estão de acordo com a necessidade da união nacional após as eleições de 5 de Junho. Convidados de Cavaco Silva nas comemorações do 25 de Abril, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio sublinharam as dificuldades que o país enfrenta e defenderam verdade política para o país.

"Porque entramos em período eleitoral (que podia ter sido evitado), que acrescentou à crise financeira e económica uma crise política e provavelmente social. É aqui que se impõe a necessidade crucial que os portugueses se unam ao redor das grandes reformas necessárias para assegurar um futuro melhor para todos e que os partidos e os parceiros sociais dialoguem, independentemente das divergências ideológicas que os separam", apelou Mário Soares, presidente entre 1986 e 1996.

A posição de Mário Soares foi assumida na sessão comemorativa da revolução de 25 de Abril de 1974, no Palácio de Belém, numa cerimónia em que foi o único ex-chefe de Estado a comparecer de cravo vermelho na lapela.

O antecessor de Cavaco Silva, Jorge Sampaio, fez um diagnóstico duro dos motivos da actual situação do país, afirmando que houve "falta de visão de longo prazo" e de sustentabilidade nas decisões tomadas.

Sampaio propôs, segunda-feira, um sentido de "responsabilidade partilhada" visando a construção de pactos de regime e a coesão nacional, e alertou para a "repetição cíclica" dos mesmos problemas.

António Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República eleito democraticamente após o 25 de Abril de 1974, defendeu que o próximo Governo deve ser de "amplo espectro político-partidário e social, aberto aos valores da sociedade civil" que "desenhe, estabeleça e consensualize, o mais possível, um grande propósito nacional, popularmente mobilizador".

O antigo Presidente da República considerou "indispensável" fazer uma campanha eleitoral com "inteira verdade, com um mínimo de slogans e um mínimo de demagogia".

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O actual chefe de Estado, Cavaco Silva, defendeu que a palavra tem de ser devolvida ao povo quando a democracia está numa "encruzilhada" e apelou à responsabilidade dos partidos para actuarem com "verdade" neste "tempo de sacrifícios" e "interrogações".

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