Educação

Exames online vão libertar professores, assume ministro

Exames online vão libertar professores, assume ministro

O ministro da Educação afirmou esta quinta-feira que a realização de exames em formato digital tem diversas potencialidades como permitirem em muitas questões uma classificação automática libertando professores que deixam de "passar o Verão a avaliar provas e exames".

À margem das celebrações do dia mundial da Língua Portuguesa na escola secundária de Santa Maria, em Sintra, uma aluna perguntou a João Costa "como vão ser feitos os exames no computador, especialmente Matemática e Física e Química A". O ministro começou por responder que as transições digitais "são naturais no ensino" e que já há um grupo de escolas que só trabalham com manuais digitais.

Para o ministro, a realização de exames em formato digital vai despertar "um conjunto de potencialidades, que permite que algumas coisas que alunos faziam em calculadoras ou em folhas de rascunho sejam facilitadas." A decisão, garantiu João Costa, não foi tomada de ânimo leve. Em 2018, a prova de aferição de Matemática do 8.º ano foi feita em formato eletrónico em regime piloto, recordou. E o papel não vai ser totalmente descartado, assegurou, "Não está impedido o papel, mas estas aplicações têm a potencialidade de serem usadas em circunstâncias específicas. E algumas provas, têm o poder de explorar esse potencial", defendeu.

No próximo ano letivo todas as provas de aferição (exceto as de Expressão Física e Artística) serão feitas em formato digital. Este ano, o modelo será apenas testado em alguns estabelecimentos. A intenção do Governo é que a partir de 2025 todas as avaliações, em todos os ciclos, sejam feitas em formato digital. O Plano de Recuperação e Resiliência prevê um investimento de 12 milhões de euros para o cumprimento desta medida.

Quando questionado sobre uma possível revisão dos critérios de acesso ao Ensino Superior, mediante a redução do valor dos exames e a valorização de outras valências, João Costa respondeu que está previsto "no programa do Governo repensar" o regime. E isso implica avaliar o que temos, explicou, admitindo que o modelo aplicado durante a pandemia em que os exames só são feitos para ingresso e não para conclusão do Secundário, pode ser "um caminho a seguir". "Mas vamos trabalhar", frisou.

Celebrar uma língua que nos permite "comunicar e construir a paz"

A escola secundária de Santa Maria foi palco da iniciativa "Nesta língua crio mundos", uma iniciativa no dia mundial da Língua Portuguesa que resulta do trabalho de alunos espalhados pelo mundo, tendo como mote o português como língua pluricêntrica - com os seus vários sotaques, diferenças e riquezas - falada por mais de 260 milhões de pessoas.

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Paulo Pires do Vale, um dos apresentadores no evento, refere que a Língua Portuguesa é "uma língua que nos permite comunicar e construir a paz". Dino d'Santiago, artista convidado, referiu que "a língua portuguesa é a maior arma que temos hoje" e que devemos "olhar para Portugal para o que nos une e o que nos separa".

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