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Execução do PRR não descola dos 5% há três meses

Execução do PRR não descola dos 5% há três meses

A taxa de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) está, há três meses, parada nos 5%. O último relatório de monitorização da "bazuca" dá conta que os pagamentos a beneficiários diretos e finais totalizam 909 milhões de euros, o mesmo valor registado em julho.

Os 909 milhões de euros que já foram pagos pelo PRR a beneficiários diretos e finais corresponde uma taxa de execução de 5%. O valor aprovado é bem maior, 9371 milhões de euros, correspondentes a 56% do total do PRR, que ainda é de 16 600 milhões de euros, mas subirá para 18 200 milhões, como já confirmou a Comissão Europeia.

Dos pagamentos já realizados, a maioria vai para escolas (211 milhões), entidades públicas (246 milhões) e empresas públicas (219 milhões). Até agora, as empresas só receberam 34 milhões de euros e as autarquias 41 milhões.

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Às famílias, o PRR atribuiu 101 milhões de euros e, às Instituições Particulares de Solidariedade Social, 25 milhões. Os pagamentos às universidades e politécnicos perfazem o montante de 27 milhões de euros, aos quais se somam cinco milhões de euros para instituições do sistema científico e tecnológico.

A lenta execução do PRR tem sido alvo de preocupações de vários quadrantes políticos e sociais, com destaque para o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que falou num "relativo deslizar da execução".

Na base dos atrasos estão dificuldades relacionadas com o aumento dos custos da energia e das matérias-primas, nomeadamente na construção, que também atravessa um período de falta de mão-de-obra. O PRR começou a ser executado em 2021 e todos os projetos têm de ficar concluídos até 31 de dezembro de 2026.

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