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Exercício ajuda sobreviventes do cancro da mama a ganhar autoestima

Exercício ajuda sobreviventes do cancro da mama a ganhar autoestima

Redução de dores e aumento da autoestima num reencontro com um corpo que muitas mulheres sentem não ser o mesmo, depois da cirurgia contra o cancro da mama. O relato é das sobreviventes a esta doença, finda a participação na primeira fase do projeto científico Pac-Woman, que decorreu entre junho e setembro deste ano em Lisboa. O objetivo da equipa de investigadores é alargar este programa a ginásios e a hospitais de outras zonas do país para beneficiar outras doentes.

O projeto, criado em 2020 por investigadores da Lusófona em articulação com o Centro Hospitalar Lisboa Norte e o Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, pretende melhorar a qualidade de vida destas mulheres. Todas na menopausa e a fazerem terapia hormonal com inibidores de aromatase. O desafio é "ainda mais premente por causa dos efeitos adversos do tratamento, como as dores articulares, que podem ser bastante atenuadas pela prática de exercício físico", explicou, ao JN, a investigadora Eliana Veiga Carraça.

Durante quatro meses, as participantes foram divididas e colocadas em dois grupos de intervenção: um de aconselhamento para a atividade física, com sessões quinzenais, focadas na criação e na autorregulação de hábitos de vida ativos e saudáveis; e outro, com duas sessões de exercício estruturado por semana. Seguem-se, agora, 12 meses sem intervenção que permitirão perceber se os benefícios se mantêm e se as participantes praticam as rotinas, de forma autónoma.

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