Biodiversidade

Expedição vai estudar vida marinha de Cascais, Mafra e Sintra

Expedição vai estudar vida marinha de Cascais, Mafra e Sintra

Os municípios de Mafra, Sintra e Cascais juntaram-se para investigar a região marinha entre Ericeira e Cascais para conhecer e valorizar a biodiversidade, de forma a ser possível, entre outros, produzir medicamentos a partir de organismos marinhos. A expedição conta ainda com a participação do Governo e da Fundação Oceano Azul e será realizada entre este sábado e o dia 12 de outubro.

Esta investigação é uma grande aposta no conhecimento da biodiversidade da zona marinha da região de forma a valorizar o património natural em várias dimensões. Além de poder ser possível criar medicamentos através dos organismos marinhos que venham a ser descobertos e que possam ser benéficos para a saúde, há outras áreas que a expedição pretende promover.

A valorização da pesca é também, de acordo com Emanuel Gonçalves, responsável científico e administrador da Fundação Oceano Azul, um dos objetivos. A eventual descoberta de novas espécies poderá permitir vender o peixe de uma forma diferenciada e que os vendedores venham a ter mais rendimentos.

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Além disso, a expedição abre novos caminhos ao turismo, ao verificar quais são as zonas mais frequentadas por mamíferos, aves e certas espécies. A investigação visa ainda a proteção de determinadas zonas para permitir um crescimento da fauna mais saudável. Emanuel Gonçalves contou ao JN que "estas abordagens servem para construir uma realidade diferente, mas para ser possível temos de começar pelo conhecimento da região marinha".

A bordo do histórico navio Santa Maria Manuela e de outras embarcações, cerca de 60 investigadores, incluindo mergulhadores, irão recolher informações, imagens e amostras, através de drones, sistemas de vídeo subaquático e mergulho científico. Com estes equipamentos, será possível aceder a montanhas submarinas e a zonas até agora pouco estudadas.

A Expedição Oceano Azul Cascais/Mafra/Sintra surgiu da necessidade de conhecer o património natural para responder às políticas nacionais e internacionais de proteção e gestão do oceano. Além destes parceiros, serão ainda envolvidas instituições científicas, nomeadamente o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o Instituto Hidrográfico (IH), o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e o Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM).

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