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Falta um terço das camas prometidas para o Ensino Superior

Falta um terço das camas prometidas para o Ensino Superior

Das quase 2500 camas que, neste ano, iam aumentar a capacidade de oferta das residências universitárias, 1323 estão operacionais. Governo estima libertar mais 250 até ao final do ano.

Das 2492 camas que deveriam reforçar, neste ano, a oferta das residências para estudantes do Ensino Superior, falta colocar no mercado ainda um terço. De acordo com um comunicado enviado ontem à noite pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior, no final do mês de setembro "estava concluída a intervenção em 1323 camas em todo o país". Adiantando ainda a tutela que, até ao final deste ano, deverão ser intervencionadas mais 250 camas.

Entre as justificações para o não cumprimento da meta definida, o Ministério tutelado por Manuel Heitor elenca a "alteração do regulamento de gestão da Fundiestamo" - empresa do grupo Parpública que gere fundos de investimento imobiliário - ou a falta de candidatos a concurso público. A que acresce o atual contexto pandémico, que pôs travão a fundo na construção civil durante os meses de confinamento. A tutela frisa, ainda, estarem a ser intervencionadas "cerca de 340 novas camas, diretamente por instituições de ensino superior, as quais não constavam do plano inicial".

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Estas camas integram o Plano de Intervenção para a Requalificação e Construção de novas residências para estudantes e que tem como objetivo acrescentar 11526 novas camas ao parque habitacional estudantil. Deste total, 2492 deviam estar prontas neste ano e outras 5197 em 2021. Camas que poderão ser novas ou alvo de melhorias. Sendo que a Lisboa coube 60% das novas camas e ao Norte 40,5% das camas recuperadas.

Refira-se que, no final do ano passado, o parque residencial contava com 15965 camas. Mas, na sequência das regras de distanciamento determinadas pela Direção-Geral de Saúde para conter a pandemia, acabou por perder quase três mil camas (-15%). Uma quebra que está a ser colmatada com a libertação de camas não utilizadas por hotéis, alojamentos locais e pousadas de juventude - setor que está a sofrer um forte abalo com as limitações de circulação impostas pelo Governos devido à SARS-CoV-2..

As estimativas do Governo apontam para um total de 4500 novas camas a libertar por via dos acordos com estas entidades empresariais. Sendo que o preço a cobrar ao aluno está indexado ao valor do complemento de alojamento, que varia entre os 219 euros e os 285 euros. Tudo somado, estimam-se 18455 camas disponíveis até ao final do presente ano.

De acordo com o Observatório do Alojamento Estudantil - "student.alfredo.pt" - estavam ontem disponíveis no mercado 10197 quartos de oferta privada. Em Lisboa, o preço médio rondava os 327 euros (menos 14% face a período homólogo do ano passado) e no Porto os 297 euros (uma descida de apenas 3%).

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