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Famílias, "de mãos atadas", exigem compensação salarial pelo fecho de escolas

Famílias, "de mãos atadas", exigem compensação salarial pelo fecho de escolas

As confederações de pais e encarregados de educação lamentam que os portugueses estejam a ser tratados como "cidadãos de primeira e cidadãos de segunda". Dizem que as famílias estão "de mãos atadas" com o fecho das escolas. E exigem compensações salariais.

Para a Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP), a justificação da falta ao trabalho nas próximas segundas-feiras "é muito pouco" e "injusto" para os cidadãos que são forçados a trabalhar, como os do setor da saúde, da segurança, dos supermercados.

"É uma injustiça para com estes cidadãos que estão a cuidar de nós", defende o presidente da CONFAP, Jorge Manuel Ascenção, lembrando também que muitos deles terão que deixar os filhos com os avós, sujeitando-os ao risco de contrair a doença, ou terão que os deixar sozinhos em casa.

"As famílais já estão numa situação financeira muito apertada. Muitas passara por layoff's. Não se podem sujeitar a perder dois dias de salário", acrescenta Jorge Manuel Ascenção, considerando que a decisão do Governo de fechar as escolas nas vésperas dos feriados e enviar pais e filhos para casa está a criar "cidadãos de primeira e cidadãos de segunda".

"Uns são cidadãos e outros quase cidadãos. O Governo está a tratar de forma diferente os cidadãos portugueses, acusa o presidente da CONFAP, referindo-se à diferença de penalizações que irão enfrentar os profissionais do setor público e os do setor privado.

"Uns são mais beneficiados do que outros. Há uma grande falta de uniformidade", concorda o presidente da Confederação Nacional e Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Rui Martins, considerando que "as famílias estão de mãos atadas". É que nem terão uma creche ou ATL para deixar os filhos e puderem ir trabalhar, aqueles pais e encarregados de educação cujas profissões não permitam o teletrabalho ou não seja possível colocarem dias de férias.

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Para a CNIPE, a lei e clara: os pais com filhos menores de 12 anos têm direito a compensação salarial, paga entre a entidade patronal e a Segurança Social.

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