Saúde

Farmácias contra descontos superiores a 3% nos medicamentos

Farmácias contra descontos superiores a 3% nos medicamentos

Representantes do setor farmacêutico uniram-se à luta dos estudantes de farmácia contra os descontos dos medicamentos, que em algumas casos podem chegar aos 10%. Estes últimos pretendem que o limite seja de 3%.

Os alunos da Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF) apelaram esta quinta-feira à aprovação de legislação que limite ao máximo de 3% a redução permitida sobre a parte não comparticipada de medicamentos sujeitos a receita médica (MSRM). Muitas farmácias têm vindo a praticar descontos que chegam a ir aos 10%.

Diversos parceiros da saúde: Associação de Farmácias de Portugal, Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos, Ordem dos Farmacêuticos e Sindicato Nacional dos Farmacêuticos aliaram-se aos estudantes que propõem a discussão da temática entre estas entidades, a tutela e a Autoridade da Concorrência, tal como a integração deste assunto na agenda dos partidos políticos.

Lucas Chambel, vice-presidente da associação, em nota enviada à imprensa, afirmou que a partir de agora, após o apoio de diversas associações "já não se trata do que a APEF quer, mas do que o setor impõe que seja realmente mudado". "Queremos ser julgados pela componente técnico-científica e pelo aconselhamento que damos aos cidadãos, não pela forma como praticamos descontos", defendeu.

Este responsável revelou ainda que a associação vai pedir reuniões com os partidos políticos para estudarem, a curto prazo, alterações legais sobre o assunto.

Os estudantes emitiram a 24 de junho uma posição pública e lançaram a campanha "Competimos pelo melhor aconselhamento", onde enumeram "seis razões" pelas quais os descontos nos remédios não deviam ser permitidos: retira o valor do medicamento, cria confusão nos utentes, desvaloriza a academia, está desenquadrada do resto da Europa, divide o setor e coloca pressão nas farmácias.

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