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Mais testes e quarentena para quem chega a Portugal

Mais testes e quarentena para quem chega a Portugal

O secretário de Estado da Saúde definiu, esta sexta-feira, como prioridades o aumento da capacidade de testagem a casos suspeitos de Covid-19 e o reforço de equipamentos de proteção para profissionais de saúde.

"Aumentar a testagem é prioridade. Estamos a integrar novos laboratórios na rede", disse o governante, em conferência de imprensa conjunta com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, esta sexta-feira, depois de dar conta do novo balanço de casos de infeção (1020 infetados, seis óbitos e cinco recuperados). Por outro lado, apontou que também o reabastecimento dos equipamentos de proteção para profissionais de saúde é uma "preocupação".

Admitindo que os tempos de atendimento da Linha SNS24 ainda "não são os ideais", o secretário de Estado insistiu que o processo está a ser melhorado e que, relativamente, à linha de apoio médico, registou na quinta-feira o número recorde de mais de quatro mil chamadas, atendidas por 40 médicos voluntários em atendimento simultâneo. E assegurou que estão a ser tomadas "muitas medidas" de robustez do Serviço Nacional de Saúde, tanto a nível técnico como humano: "Não será por questões do ponto de vista financeiro que não haverá reforço".

Graça Freitas voltou a insistir na ideia ontem anunciada pelo primeiro-ministro, no fim do Conselho de Ministros, sobre a obrigatoriedade de isolamento de "pessoas doentes e a quem as autoridades de saúde disserem para ficar em casa".

"Não é uma opção facultativa. Estas pessoas têm de compreender que constituem um risco", disse a diretora-geral da Saúde, apelando aos cidadãos mais "vulneráveis", como idosos e pessoas com sistema imunitário deprimido (hipertensos, diabéticos, doentes oncológicos e com doença cardiovascular). Mas admitiu que essas pessoas possam dar um "passeio higiénico", evitando, ainda assim, qualquer contacto com outras pessoas, nomeadamente familiares, com quem devem reduzir ao máximo a proximidade física.

Graça Freitas deixou também um apelo às direções de lares e residências coletivas, pedindo que se organizem de forma que, perante um caso suspeito, o utente possa ser imediatamente retirado de uma zona coletiva e colocado em isolamento, como medida de contenção, até fazer o teste de despiste. Quem der entrada, pela primeira vez, numa instituição, deve ficar em quarentena durante 14 dias, acrescentou.

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14 dias de isolamento para quem entrar em Portugal

"Vamos lançar uma norma nova para os serviços se orientarem e a indicação genérica é que, quem entra em Portugal, deve ficar - ou vai ter de ficar - em isolamento profilático durante 14 dias", anunciou a diretora-geral da Saúde, não detalhando se a medida, a aplicar a partir da próxima semana, será obrigatória em todos os casos. "Essa vai ser a indicação genérica. Dito isto, as autoridades de saúde competentes da região para onde as pessoas vão podem fazer uma avaliação mais fina do risco e tomar medidas que excecionem esta regra", explicou.

Questionada sobre o porquê de as autoridades de saúde recomendarem que a população em geral não utilize máscaras de proteção, por não as usarem corretamente, em vez de ensinarem o modo correto de utilização, Graça Freitas explicou que, para já, "não há material de proteção para 10 milhões de pessoas, todos os dias, várias vezes ao dia". Se vier a haver, essas indicações serão dadas, assegurou, insistindo que o uso de máscara deve ser "parcimonioso" e feito pelos doentes imunodeprimidos.

"As máscaras podem ter um efeito demasiado tranquilizador" no resto da população, disse, realçando que a sua utilização não garante proteção total. "O distanciamento social é a principal medida", lembrou, aconselhando ainda às pessoas que, chegando a casa, tirem os sapatos e a roupa que usaram na rua, de forma a minimizar riscos.

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