Protesto

Federação Nacional de Educação marca nova greve de professores para 8 de fevereiro

Federação Nacional de Educação marca nova greve de professores para 8 de fevereiro

Mais uma greve no calendário: a Federação Nacional de Educação entregou esta terça-feira um pré-aviso para uma paralisação nacional de professores no dia 8 de fevereiro.

A FNE, recorde-se, foi a última organização a aderir aos protestos. Só na semana passada, após a última ronda negocial, que o líder, João Dias da Silva, classificou de "poucochinho", decidiu unir-se à Fenprof e aos outros setes sindicatos nas greves distritais (que terminam dia 8 no Porto) e à manifestação de dia 11, em Lisboa.

"Ao fim de quatro meses, as propostas do Ministério da Educação para alteração do regime de concursos não só não dão garantias de que se melhora e clarifica o modelo, como ainda introduzem mais fatores de instabilidade e injustiças", lê-se no pré-aviso a que o JN teve acesso. A FNE acusa a tutela de ter sido "incapaz", durante estes meses, de levar para a mesa das negociações propostas de valorização da carreira docente. E, por isso, convoca a greve.

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A Federação também enviou hoje para o ME o parecer relativo às propostas de alteração ao regime de concursos. Quase todas as medidas são contestadas.

A entrada nos quadros de 10500 contratados, por exemplo, é uma medida "apoiada" mas a FNE alerta que a exigência de os docentes também terem de estar, este ano, a dar aulas em horário completo pode afastar milhares de contratados com mais do que três anos de serviço, provocando ultrapassagens.

Os Quadros de Zona Pedagógica (áreas onde os professores são colocados) podem passar de 10 para 63. A proposta do ministério até se aproxima do limite de 50 quilómetros defendido pela FNE mas, no parecer, a Federação alerta que os docentes que não consigam vaga onde exercem, têm obrigatoriamente de concorrer a mais seis QZP. Ou seja, frisa o vice-secretário-geral, Pedro Barreiro, o "modelo de casa às costas" - que o primeiro-ministro promete acabar - pouco vai mudar ou até pode piorar, se os docentes de quadro com menos de 12 horas letivas também tiverem de completar horário a dar aulas em diversos agrupamentos. Alguns, pela idade, têm 14 horas letivas, frisa o dirigente.

"Não aceitamos transformar docentes em tarefeiros que se deslocam de escola em escola", lê-se no parecer. Pedro Barreiros garante que a possibilidade de acordo está cada vez mais distante. O ministério esquece totalmente a valorização da carreira, acusa. A FNE não abdica de medidas como o fim das vagas para o 5.º e 7.º escalões, a recuperação integral do tempo de serviço, a atualização dos salários acima da inflação ou a revisão dos regimes de aposentações e de mobilidade por doença.

SNPL também anuncia greve

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) também anunciou que convocou três dias de greve, entre 1 e 3 de fevereiro, pela "dignificação das condições" dos profissionais e contra propostas do Governo para o recrutamento e concursos.

A greve vai decorrer "em todo o território nacional, entre a meia-noite do dia 1 de fevereiro e as 24 do dia 3 de fevereiro", lê-se no pré-aviso divulgado hoje.

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