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Fenprof aplaude fim da avaliação mas diz que problemas persistem

Fenprof aplaude fim da avaliação mas diz que problemas persistem

A Federação Nacional dos Professores saúdou este sábado os docentes pela suspensão do regime de avaliação de desempenho, mas alertou que apesar de se terem livrado de uma "inutilidade", há outros problemas que persistem no sector.

No final do Conselho Nacional da Fenprof, o secretário-geral, Mário Nogueira, admitiu que a revogação do modelo de avaliação na sexta-feira pelo Parlamento acabou por dominar a reunião deste sábado, observando contudo que avaliação não é o "único problema", pelo que a Marcha Nacional pela Educação, a realizar a 2 de Abril em Lisboa, mantém toda a actualidade e será uma "grande oportunidade" para se fazer ouvir a voz da comunidade educativa.

Quanto ao regime de avaliação que foi suspenso, Mário Nogueira lembrou que isso permitiu aos professores e educadores livrarem-se de uma "inutilidade", pois em vez de resolver os problemas, só os "agravou" e em em vez de tranquilizar as escolas constitui um "factor de perturbação" e de "conflitos".

Segundo o dirigente da Fenprof, o regime de avaliação, "não sendo formativo", destina-se quase exclusivamente a garantir o que foi "congelado", ou seja a progressão nas carreiras dos professores.

"Num momento em que as escolas estão prestes a entrar numa fase decisiva do ano, o seu terceiro período, a suspensão deste modelo de avaliação de desempenho deverá ser particularmente saudado, até porque, nesse sentido, muito contribuiu a luta dos professores", disse.

Mário Nogueira considerou que a ministra da Educação não está a ser "séria e rigorosa" quando alega que este foi o modelo de avaliação que acordou com os sindicatos, tendo o dirigente da Fenprof referido que se tratou de um acordo global da carreira, sendo a avaliação o "seu aspecto mais negativo".

Sublinhou a propósito que com as restrições orçamentais e o congelamento das carreiras até 2013 o acordo "já não existia" e frisou que a Fenprof já se havia "demarcado" desse acordo.

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Mário Nogueira alertou que "caiu o Governo, mas não caíram" todas as medidas do executivo, pelo que a luta dos professores prossegue, havendo muita preocupação com aquilo que em Setembro poderá provocar desemprego com a redução de docentes nas escolas.

Quanto às eleições que se antevêm para finais de Maio ou princípios de Junho, o secretário-geral da Fenprof salientou que estas devem ser vistas como uma "janela de oportunidade" para alterar a política que está a ser seguida.

Questionado sobre se estava surpreendido com o sentido de voto do PS sexta-feira no Assembleia da República, Mário Nogueira considerou que os sociais-democratas tiveram nos últimos três meses tempo para se aperceberem da inutilidade do actual regime de avaliação, apontando também o trabalho que a estrutura sindical fez junto dos grupos parlamentares acerca desta questão.

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