Professores

Fenprof chama todos os sindicatos a discutir luta conjunta

Fenprof chama todos os sindicatos a discutir luta conjunta

A Fenprof vai propor uma reunião aos restantes sindicatos de professores que assinaram o compromisso negocial com o Governo para delinear o "eventual desenvolvimento de formas de luta convergentes", por entender que as propostas do executivo desrespeitam o acordo.

"O projeto de portaria apresentado pelo Ministério da Educação (ME)/Governo põe em causa o compromisso que assumiu em 18 de novembro. Como tal, a Fenprof vai propor a todas as organizações sindicais signatárias da Declaração de Compromisso a realização de uma reunião, com o objetivo de avaliar os processos negociais sobre aspetos da carreira docente, o grau de cumprimento, pelo ME/Governo, dos compromissos que assumiu e o eventual desenvolvimento de formas de luta convergentes", anunciou a estrutura em comunicado.

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), disse à Lusa que a decisão foi tomada esta quarta-feira e que ainda não foram feitos quaisquer contactos com as outras estruturas sindicais, mas que a iniciativa decorre da insatisfação com o decurso das negociações relativas às carreiras e reposições salariais dos professores.

Depois de não ter chegado a acordo com o Governo no que diz respeito à portaria que vai regulamentar o acesso aos quinto e sétimo escalões da carreira docente, a Fenprof saiu esta quarta-feira insatisfeita da reunião no ME que deu início às negociações do reposicionamento da carreira dos professores que entraram nos quadros depois de 2011 - ano em que se iniciou o congelamento na função pública.

À saída da reunião, Mário Nogueira, disse que o ministério "tentou defender o que é indefensável" ao apresentar uma proposta que "é uma provocação aos professores" e acusou a tutela de querer "manter toda a gente no primeiro escalão".

Em causa, diz, está a definição de requisitos "impossíveis de apresentar" para os professores poderem progredir na carreira, tais como ter tido avaliação de "Bom" ou ter tido observação de aulas.

A questão da "observação das aulas", que não aconteceu durante o período de congelamento e que é obrigatório para o acesso ao terceiro e quinto escalões, é um dos pontos polémicos das negociações assim como a avaliação, que também não existiu naquele período.

Mário Nogueira lembrou que a declaração de compromisso assinada em novembro previa o reposicionamento destes professores com efeitos a 1 de janeiro, para depois ficarem em igualdade de circunstâncias com os docentes do mesmo escalão em termos de descongelamento da carreira.

"Se para 5300 professores acontece isto, o que vai acontecer quando for negociado o reposicionamento de 100 mil?", questionou o secretário-geral da Fenprof.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG