Ensino

Fenprof concorda com obrigatoriedade da disciplina de Educação para a Cidadania

Fenprof concorda com obrigatoriedade da disciplina de Educação para a Cidadania

A Federação Nacional dos Professores é a favor da obrigatoriedade da disciplina de Educação para a Cidadania. O Conselho Nacional da Fenprof, aprovou, por unanimidade, uma nota onde defende a continuação da disciplina no 2.º e 3.º ciclos de escolaridade de forma obrigatória para todos os estudantes.

Os professores respondem assim à petição assinada por cem pessoas (entre elas Cavaco Silva, Passos Coelho e o cardeal patriarca de Lisboa) que defende a possibilidade de evocar objeção de consciência, por parte dos pais, para que os filhos fiquem dispensados de frequentar a aula de Cidadania.

Na discussão sobre a disciplina, a federação lamenta "a desconfiança que se lança em relação à forma como esta disciplina está a ser ministrada nas escolas" e considera "que representa mais um inaceitável ataque aos seus professores, bem como aos seus órgãos pedagógicos e de direção".

"A Escola pode não ter meios ou condições para responder a todos os desafios que se lhe apresentam; porém, a Escola não pode deixar de responder, entre muitos outros, ao desafio da cidadania e do desenvolvimento, e essa não pode ser uma mera opção", refere a Femprof.

Em comunicado, os docentes referem ainda que "a Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento é um espaço curricular onde as crianças e os jovens falam da vida; é um espaço onde se debatem os direitos humanos, a educação sexual, a educação rodoviária ou a educação ambiental, contribuindo, assim, para a formação de cidadãos responsáveis, autónomos, críticos e solidários numa sociedade que se deseja democrática".

E finaliza: "O facto de o país figurar nos últimos lugares do índice europeu que mede a cidadania ativa (Measuring Active Citizenship in Europe) reforça a necessidade de manter a obrigatoriedade da disciplina de Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento".

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