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Fenprof discorda de serviços mínimos e sugere autocolante de protesto

Fenprof discorda de serviços mínimos e sugere autocolante de protesto

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira critica a decisão de serem assegurados serviços mínimos para o dia da greve dos professores, apelando aos docentes destacados para usarem um autocolante de protesto.

Esta sexta-feira foi anunciado que serão assegurados serviços mínimos para a greve dos professores, marcada para dia 21 - dia de exames -, decisão que a Fenprof "discorda", mas respeita, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, numa declaração aos jornalistas na sede do Sindicato dos Professores da Região Centro, em Coimbra.

Mário Nogueira sublinhou que a decisão cria ainda mais indignação nos professores e apelou aos docentes que forem destacados para usarem um autocolante em que se leia "Professores em Luta; Serviços mínimos".

Até ao final do dia 20, a estrutura sindical vai manter a porta aberta às negociações com a tutela, ao mesmo tempo que vai estar a mobilizar os professores para uma "grande greve", acrescentou o dirigente sindical.

O secretário-geral realçou também que a luta dos professores "manter-se-á no ano letivo que se aproxima", caso os problemas que apontam não mereçam resposta por parte do Governo.

A Federação Nacional de Educação (FNE) afirmou, por seu lado, respeitar a decisão do Colégio Arbitral de estabelecer serviços mínimos para a greve de 21 de junho, mas alerta que não reduz as razões da insatisfação dos professores.

"Os docentes portugueses que não forem chamados para assegurar os serviços mínimos estarão em greve em relação a todo o restante serviço docente, atividades letivas e não letivas que lhes estiverem distribuídas para esse dia", diz também a FNE em comunicado.

A federação sindical recorda que "continua a haver total disponibilidade" para encontrar soluções, em diálogo com o Ministério da Educação e realça que, "a não haver resposta aos problemas identificados como mais significativos, não haverá outra alternativa que não seja a marcação de novas iniciativas de contestação".

O Ministério da Educação garantiu estarem reunidas as condições para que os exames nacionais e as provas de aferição se realizem dentro da "necessária normalidade" com a fixação dos serviços mínimos para a greve dos professores pelo Colégio Arbitral, marcada para 21 de junho.

O ministério liderado Tiago Brandão Rodrigues adiantou ainda que "sempre esteve, e estará, aberto ao diálogo com as estruturas sindicais".

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