Covid-19

Gouveia e Melo: Férias estão a fazer abrandar ritmo de vacinação

Gouveia e Melo: Férias estão a fazer abrandar ritmo de vacinação

O coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação afirmou, esta quinta-feira, que o processo está a decorrer a um "ritmo relativamente baixo" devido às férias dos portugueses. Gouveia e Melo apelou a que quem ainda não está vacinado faça "o possível" por receber o fármaco.

"As pessoas não estão a comparecer ao ritmo que nós queríamos", reconheceu o vice-almirante, em entrevista à RTP, garantindo que o abrandamento do ritmo não se deve a falta de vacinas ou a incapacidades logísticas.

Gouveia e Melo revelou também que o processo de vacinação começará a transitar das atuais instalações temporárias para os centros de saúde "em meados de setembro". Nesse sentido, pediu aos indecisos que se apressem a agendar a toma, por terem atualmente maiores facilidades em receber a vacina do que terão após a mudança de local.

O vice-almirante estima que a tarefa do grupo de trabalho para o plano de vacinação fique concluída "entre a terceira e a quarta semana de setembro". No entanto, alertou que o seu trabalho ainda não está concluído: "O vírus não tira férias e gosta das férias dos portugueses", referiu.

Vacinar 85% do país até ao fim de setembro

Gouveia e Melo reconheceu que a maior taxa de propagação da variante Delta deitou por terra as previsões de que Portugal poderia atingir a imunidade de grupo quando chegasse aos 70% de vacinados, meta que foi alcançada na quarta-feira. "Precisamos de vacinar, no mínimo, até aos 85% da população", afirmou.

O coordenador do grupo de trabalho pretende que 85% dos portugueses tenham a primeira dose da vacina tomada "na primeira semana de setembro". A mesma percentagem de vacinações completas deverá ser atingida até ao final desse mês.

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Ainda assim, deixou um aviso: "Não se tem a certeza de que se atinja a imunidade de grupo. Mas, se ela for atingida, é de certeza acima dos 85%".

Questionado sobre a eficácia das vacinas, Gouveia e Melo afirmou que estas têm "contribuído imenso" para a redução de mortes e internamentos.

"Apesar de alguns se contaminarem, há uma percentagem muito menor de pessoas contaminadas. E há sempre risco, mesmo para os jovens. O risco nunca é zero", realçou.

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