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Fernando Negrão diz que António Costa "tem pêlos no coração"

Fernando Negrão diz que António Costa "tem pêlos no coração"

No debate quinzenal desta sexta-feira, Fernando Negrão questionou António Costa sobre a falta de milhões de embalagens de medicamentos nas farmácias. O primeiro-ministro defendeu que o Governo não assumirá "o patrocínio das causas das farmacêuticas". O líder da bancada do PSD acusou-o de ter "pêlos no coração" e não dar resposta aos problemas dos portugueses.

O debate trocado entre Negrão e Costa foi um pingue-pongue frenético. O líder da bancada do PSD começou por pressionar o primeiro-ministro a assumir se a posição do Bloco de Esquerda sobre a intervenção da PSP no Bairro da Jamaica, esta semana, "perturbam ou não a intervenção das forças de segurança".

À segunda tentativa, António Costa ironizou e sem nunca dar uma resposta direta, afirmou que "em 90% das vezes se sente o porta-voz do pensamento de Carlos César" e que, em regra, Carlos César é a "interpretação qualificada" do pensamento dele. O líder da bancada do PS, recorde-se, acusou esta semana o BE de "acirrar ânimos e perturbar a intervenção das forças de segurança". "Fica então claro que o BE está a perturbar a intervenção das forças de segurança", concluiu Negrão, passando de seguida a acusar o Governo de "destruir o Serviço Nacional de Saúde" - primeiro, questionou o que está o Governo a fazer para reduzir a taxa de mortalidade infantil, que aumentou 26% no último ano, depois com a falta de medicamentos nas farmácias.

"De acordo com a Associação Nacional de Farmácias em 2017 faltaram 48,3 milhões de embalagens aos doentes, em 2018 foram 64,1 milhões. O que se passa?", questionou insistentemente o líder parlamentar social-democrata. O primeiro-ministro começou por defender que o Governo está a repor os cortes da última legislatura no setor, que reduziu em "50% o endividamento aos fornecedores" e que o Executivo, garantidamente, "não vai abrir farmácias".

Negrão acusou-o então de "insensibilidade", "desumanidade" e de não ter respostas para os problemas dos doentes. E Costa contestou as acusações, garantindo que o Governo "não assumirá o patrocínio das causas das farmacêuticas" ao contrário do PSD.