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Ferro clarifica: sessão do 25 de Abril na AR só terá 130 pessoas

Ferro clarifica: sessão do 25 de Abril na AR só terá 130 pessoas

Os 46 anos do 25 de Abril vão ser assinalados no Parlamento numa sessão solene​​ onde estarão​​​​​ 130 pessoas, entre deputados e convidados. O site da Assembleia da República recorda que, há um ano, houve 700 presenças na cerimónia.

A nota oficial, publicada esta sexta-feira, revela que a proposta de manter as celebrações do dia da Revolução - agendada para as 10 horas - partiu do presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues, e foi aprovada na conferência de líderes de dia 15.

Recorde-se que a proposta teve o apoio do PSD e foi aprovada pela maioria dos partidos: PS, PSD, BE, PCP e Verdes. O PAN defendeu o recurso à videoconferência, a Iniciativa Liberal apenas um deputado por partido, enquanto o CDS-PP - que propôs uma mensagem do Presidente da República ao país - e o Chega foram contra.

O "simbolismo", a "importância da data evocada" e o facto de haver uma maioria parlamentar favorável à manutenção das comemorações foram fatores que pesaram na decisão de manter a cerimónia, lê-se na nota publicada online.

Cada partido será representado por um terço dos seus deputados (estarão presentes um total de 77 em vez dos habituais 230) e "o leque de convidados será limitado", permitindo "respeitar as distâncias de segurança recomendadas" pelas autoridades de saúde, revela o comunicado.

Ainda assim, já há pelo menos uma baixa confirmada nas cerimónias: Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS (que não é deputado), revelou que não se irá deslocar ao Parlamento; já André Ventura, líder do Chega, pediu este sábado a Ferro que reconsidere e cancele a sessão.

PSD dá palco a estreantes

A lista de 27 deputados do PSD que marcarão presença destaca-se por, à exceção do líder Rui Rio, apenas incluir estreantes. De acordo com um e-mail interno citado pela Lusa, a direção social-democrata privilegiou parlamentares que "nunca tiveram a oportunidade de participar numa sessão solene do 25 de Abril".

Dentro desse critério, foram escolhidos os deputados que também pertençam à direção do partido ou do grupo parlamentar, ou que desempenhem cargos de chefia nas comissões parlamentares. Alguns dos nomes que encaixam nas exigências e que estarão presentes são André Coelho Lima, Fernando Ruas, Isabel Meireles, Isaura Morais, Filipa Roseta e Hugo Carvalho. Somam-se ainda Sofia Matos e Alexandre Poço, os dois candidatos à liderança da JSD.

Ministra da Saúde quer "cautelas adicionais"

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse este sábado que é possível assinalar "determinadas datas que são importantes para o nosso espírito, a nossa sociedade, o nosso sentimento de pertença, se conseguirmos fazê-lo respeitando as regras de prevenção e recomendadas pela saúde pública".

A governante acrescentou que "qualquer comemoração e celebração terá de ter isso presente e será acompanhada dessas cautelas adicionais". Sobre a comemoração do 1.º de Maio, prevista no decreto que prolonga o estado de emergência até dia 2, garantiu que esta "não será como as dos outros anos". O primeiro-ministro também já disse ter a garantia das centrais sindicais que serão respeitados os critérios de distanciamento social, sendo que a UGT já esclareceu que só terá iniciativas online.

Na sessão solene do 25 de Abril, usarão da palavra o presidente da Assembleia da República, os representantes dos grupos parlamentares e os deputados únicos. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encerrará as comemorações com um discurso.

O programa cultural que costuma seguir-se à cerimónia não acontecerá este ano, tal como as visitas ao Palácio de Saõ Bento que estão suspensas devido à pandemia.

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