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Conferência JN 134 anos

Ferryboat elétrico, eólicas flutuantes e hidrogénio no Porto de Leixões

Ferryboat elétrico, eólicas flutuantes e hidrogénio no Porto de Leixões

No primeiro painel de debate da conferência dos 134 anos do "Jornal de Notícias", que decorre esta manhã de quinta-feira no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, apresentaram-se soluções relacionadas com a energia azul e a descarbonização na utilização dos recursos que o mar tem para oferecer.

Coube a Andreia Ventura, administradora do grupo ETE (Empresa de Trafego e Estiva), dar início à discussão. A empresa está, atualmente, responsável pela construção do primeiro ferryboat elétrico. "Foi um projeto que ganhamos na sequência de um concurso público internacional, adjudicado pela Câmara Municipal de Aveiro. É um projeto 100% português", referiu Andreia Ventura. A construção do ferryboat estará concluída no final do ano.

No arranque da sua intervenção, a administradora do grupo ETE, fundado em 1936, com sede em Lisboa, salientou a presença da empresa por todo o Mundo e em Portugal: "seis países, três continentes".

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Com moderação de Rafael Barbosa, diretor-adjunto do "Jornal de Notícias", a palavra seguinte foi de José Pinheiro, da Ocean Winds. O empresário começou por salientar o desenvolvimento tecnológico percorrido nos últimos dez anos. Aliás, no que toca ao setor da energia eólica flutuante, tudo começou "na Póvoa de Varzim, na Aguçadoura, com um único flutuante". Esse foi o motor que levou ao projeto "WindFloat Atlantic", ao largo de Viana do Castelo.

"É um percurso que nos dá alento e esta ambição de apostar mais e mais na tecnologia eólica flutuante", em particular pela costa portuguesa, graças às condições que apresenta. "Todos devemos estar orgulhosos. Sem o mar, será impossível fazer a transição energética de que precisamos quase de forma emergente", concluiu José Pinheiro.

Por sua vez, Nuno Araújo, presidente do Conselho de Administração da APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, observou que, à semelhança da resiliência do "Jornal de Notícias" e "à forma como tem lutado", também o Porto de Leixões tem procurado formas semelhantes de responder aos desafios que tem vindo a enfrentar.

Com uma estratégia bem definida, destacou Nuno Araújo, a APDL está a apostar em obras como o prolongamento do quebra-mar, que permitirá receber "navios de maior dimensão, mas menos poluentes", e também na diversificação do negócio. Ou seja, tentar perceber como o Porto de Leixões pode ser, do ponto de vista energético, autossuficiente.

Para atingir essa meta, a APDL quer avançar com uma fábrica de hidrogénio no Porto de Leixões. Há, inclusivamente, um camião elétrico que já circula pelo terminal, apontou o administrador. No entanto, a ferrovia também tem sido uma das áreas onde a APDL tem apostado.

"Se, na próxima década, vamos aumentar a nossa capacidade de carga, não é aceitável duplicar a quantidade de camiões", clarificou Nuno Araújo, apontando a ferrovia como a única solução ambientalmente aceitável.

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