Revolução

Festa dos 50 anos do 25 de Abril arranca com condecorações a militares

Festa dos 50 anos do 25 de Abril arranca com condecorações a militares

As comemorações oficiais dos 50 anos 25 de Abril, que se assinalam em 2024, começam no dia 23 de março, véspera do dia em que Portugal terá vivido mais tempo - 17500 dias, ou seja 48 anos - em democracia do que em ditadura. No dia da abertura solene das comemorações, que irão até 2026, serão condecorados 30 militares de Abril pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dando continuidade às condecorações já atribuídas.

No arranque das comemorações, que irão decorrer no Patío da Galé, em Lisboa, será ainda enterrada uma "cápsula do tempo", com objetos alusivos às festividades do cinquentenário e ao 25 de Abril, para ser aberta em 2074, data do centenário da Revolução dos Cravos. A cápsula vai ficar no Quartel do Carmo, atual sede da GNR.

Em agosto do ano passado o presidente condecorou 26 militares com participação direta no 25 de Abril, como noticiou o JN. Ao Público, Marcelo Rebelo de Sousa disse que quer condecorar todos os militares até 25 de Abril de 2024 por uma questão de "justiça", ano em que se comemora o cinquentenário da Revolução dos Cravos.

A 24 de março, quando "teremos mais dias de democracia do que ditadura", as comemorações irão contar com um colóquio e exposição que "assinalam os 60 anos da contestação estudantil ao Estado Novo", o primeiro grande tema do programa das comemorações, lê-se no comunicado enviado às redações.

A 3 de abril será organizado um evento em torno da figura de Salgueiro Maia para comemorar os 30 anos da sua morte, apurou o JN. Também em abril, haverá uma evocação dos 50 anos da publicação das "Novas cartas portuguesas", livro da autoria das três Marias, como ficaram conhecidas (Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno).

Um caminho até aos 50 anos

PUB

Até 25 de Abril de 2024, data do cinquentenário, as comemorações vão abordar outros importantes temas e momentos que conduziram Portugal até à revolução de abril: movimento estudantil, movimento sindical laboral e, por fim, o movimento dos capitães. Estes serão os três grandes temas das comemorações até 2024. Depois desse ano, e até 2026, as comemorações vão assentar nos três D"s posteriores à revolução: democracia, descolonização, desenvolvimento.

Esta terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a que as comemorações sejam "viradas para o futuro", aludindo para o risco de "olhar só para o passado". "Há um risco que temos de evitar, que é o de pegar no 25 de abril e olhar só para o passado. É importante evocar o passado, olhar para o passado, celebrar o passado, homenagear aqueles que fizeram o 25 de abril - a memória é fundamental na vida de um povo - mas é preciso olhar para o futuro", disse.

No mesmo dia em que Portugal terá mais dias de democracia do que de ditadura assinalam-se também os 60 anos da crise académica de 1962. Assim, o colóquio do dia 24 de março e a abertura da exposição "Primaveras Estudantis: da crise de 1962 ao 25 de Abril" vão marcar o dia de abertura das comemorações oficias dos 50 anos do 25 de Abril. No colóquio irão participar algumas das pessoas que participaram no movimento estudantil como Alberto Martins, Isabel do Carmo e João Cravinho, entre outros.

O evento de abertura terá lugar no Pátio da Galé, às 17 horas, e vai contar com a presença de Pedro Adão e Silva, Comissário Executivo das comemorações, e com a intervenção das três principais figuras do Estado: o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues e o primeiro-ministro, António Costa.

O colóquio, marcado para 24 de março, terá lugar na Reitoria da Universidade de Lisboa. A exposição, com inauguração no mesmo dia, abre às 18 horas no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG