Novos órgãos do CDS-PP

Rodrigues dos Santos chama Lobo d' Ávila para vice-presidente

Rodrigues dos Santos chama Lobo d' Ávila para vice-presidente

Francisco Rodrigues dos Santos escolheu Filipe Lobo d' Ávila para primeiro vice-presidente e já é conhecida a composição de todas as listas. O líder da Juventude Popular que sucede a Assunção Cristas na presidência do CDS-PP, após a sua moção ter sido a mais votada, já tinha prometido na véspera ao JN que, no caso de vencer, queria acolher nos órgãos nacionais os candidatos adversários e que iria promover entendimentos.

Os outros vice-presidentes escolhidos por Francisco Rodrigues dos Santos são Miguel Barbosa, Artur Lima, António Carlos Monteiro, um apoiante de João Almeida, Francisco Laplaine de Guimarães, Paulo Duarte e Sílvio Cervan. Como vogal da Comissão Política Nacional, está Abel Matos Santos, que desistiu em favor de Chicão.

A escolha do futuro líder para secretário-geral do CDS recai em Francisco Tavares, depois de, durante a noite, ter sido apontado o nome do líder da Distrital do Porto, Fernando Barbosa. Este centrista fica como coordenador autárquico. Filipe Anacoreta Correia é a aposta para presidir à mesa do Conselho Nacional, Martim Borges de Freitas para a mesa do Congresso, Marco Rodrigues Dias para o Conselho Nacional de Fiscalização.e Alberto Rodrigues Coelho para o Conselho Nacional de Jurisdição. Miguel Alvim é o vice-presidente para este órgão.

João Almeida lidera lista ao Conselho Nacional

João Almeida, um dos dois candidatos cujas moções foram derrotadas, lidera uma lista ao Conselho Nacional, que tem nos primeiros lugares nomes como Rui Barreto, Catarina Araújo, Nuno Magalhães, José Pinheiro, Adolfo Mesquita Nunes e Álvaro Castello-Branco. Pedro Mota Soares é um dos suplentes. Propõe Francisco Aguiar para o Conselho de Fiscalização e Diogo Feio para a Jurisdição.

A moção de estratégia de Chicão venceu na madrugada deste domingo com 671 votos, ou seja cerca de 46,4%, derrotando João Almeida e Lobo d' Ávila.

Conforme noticiou o JN, no primeiro dia do 28.º congresso nacional, em Aveiro, houve uma reviravolta, com o Chicão, líder da "Jota", a ganhar vantagem e a obrigar os dois adversários a ponderar um acordo. Porém, a maioria dos apoiantes de Lobo d' Ávila não viam com bons olhos essa possibilidade, por defenderem uma mudança efetiva e considerarem que João Almeida representava a continuidade.

De madrugada, após a sua moção ser a mais votada, Francisco Rodrigues dos Santos garantiu que iria apresentar listas aos órgãos nacionais que "espelhem o pluralismo interno". Disse contar com João Almeida e Lobo d' Ávila, bem como "com todos os militantes do CDS que decidiram integrar essas duas moções de estratégia global".

Ainda durante a tarde, antes da votação das moções globais, o líder da JP denunciou as tentativas de "maioria negativa" por parte dos dois concorrentes mais diretos, considerando que se o partido critica as geringonças de Esquerda também não as deve promover internamente. Porém, adiantou desde logo que, se vencesse, iria "promover entendimentos para formar os órgãos". "Qualquer um dos candidatos terá espaço na minha moção", disse ainda, sublinhando, porém, que se a sua moção não fosse a mais votada iria respeitar a decisão dos delegados.

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