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Estudo

Financiamento para o cancro é insuficiente

Financiamento para o cancro é insuficiente

Para maioria da população, saúde tem extrema importância, mas não é prioridade do Governo.

Mais de dois terços dos portugueses consideram insuficiente ou muito insuficiente o dinheiro que o Estado gasta com a área do cancro. A maioria tem a perceção de que falta investimento para modernizar instalações, para melhorar o acesso aos tratamentos mais modernos ou para reduzir os tempos de espera para cuidados de saúde. Os cuidados paliativos e o apoio financeiro e logístico a doentes oncológicos e a cuidadores são outras áreas apontadas como subfinanciadas.

Estes são alguns dos principais resultados do estudo "Cancro: O que pensam os portugueses", realizado pela Gfk Metris e apresentado hoje pela Apifarma, associação que representa a indústria farmacêutica.

Para o estudo foram entrevistados, entre 27 de outubro e 11 de novembro, 1001 adultos residentes em Portugal Continental. Do total, 68% consideram o investimento na área do cancro insuficiente e apenas 11% dizem ser justo. Ninguém arriscou classificá-lo de excessivo (outros 21% não sabem ou não respondem).

De acordo com a análise, para 97% dos portugueses a saúde tem uma importância extrema. Contudo, apenas 33% consideram que seja uma prioridade para o Governo.

Questionados sobre a doença que mais os preocupa, excluindo a covid-19, 75% dos inquiridos apontam o cancro. As doenças cardiovasculares (24%) e os acidentes vasculares cerebrais (17%) também são uma preocupação, mas muito distante da doença oncológica.

As principais razões para os receios da população sobre o cancro são a "taxa de mortalidade elevada" (25%), o facto de "terem ou terem tido familiares com doença oncológica/fator hereditário" (25%), e também o facto de esta ser uma doença que "qualquer um pode ter" (17%).

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Doentes avaliam melhor

O estudo procurou também conhecer até que ponto o cancro é uma prioridade para o Governo. Cada 4 em 10 portugueses (41%) consideram que as doenças oncológicas têm uma maior atenção do Governo quando comparado com a saúde em geral. Entre os doentes oncológicos esta perceção é mais positiva, com seis em cada 10 dos inquiridos (56%) a percecionarem que o cancro é uma prioridade do Governo.

Em regra, os doentes oncológicos têm uma opinião mais positiva face à população em geral sobre o acesso aos cuidados de saúde (principalmente nos hospitais), sobre o acesso aos tratamentos inovadores e também sobre a qualidade do Serviço Nacional de Saúde nos tratamentos oncológicos.

59% dos portugueses consideram que a qualidade e a disponibilidade dos cuidados de saúde variam de hospital para hospital, o que tem "elevado ou algum" impacto nos tratamentos.

54% dos doentes oncológicos consideram que os apoios concedidos pela Segurança Social são insuficientes. O processo para a obtenção destes apoios é considerado fácil.

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