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FNE diz que regresso dos professores destacados deve ser avaliado

FNE diz que regresso dos professores destacados deve ser avaliado

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação reconheceu, esta terça-feira, a necessidade de muitos dos professores destacados regressarem às escolas, mas avisou ser preciso alterar o Estatuto da Carreira Docente para ponderar caso a caso.

O Ministério da Educação e Ciência informou, na segunda-feira, que os professores destacados há quatro anos deverão regressar em Setembro às escolas.

"Da parte da FNE sempre houve não concordância [com o facto de] muitos docentes estarem destacados das suas escolas para estarem a realizar serviços administrativos", afirmou João Dias da Silva, acrescentando que "não faz sentido que haja continuação de destacamentos quando o que é importante é o trabalho pedagógico".

No entanto, ressalvou, "há funções nas direcções regionais e em múltiplos serviços onde se exige que sejam professores a realizar esse trabalho e aí faz todo o sentido a figura do destacamento. Nesses casos não deve haver suspensão".

Para o sindicalista, é necessário rever o Estatuto da Carreira Docente para "permitir que estas situações possam ser consideradas caso a caso" porque "há funções na administração educativa" que têm de ser cumpridas por "pessoas com conhecimento e com experiência".

O responsável da FNE criticou, no entanto, que a informação do Ministério tenha sido divulgada a apenas um mês do início do ano lectivo.

Por outro lado, alertou para o perigo de o regresso dos professores que estavam destacados em serviços administrativos poder aumentar o desemprego na classe. "Estes professores que regressam às suas escolas significam menor necessidade de professores contratados. Portanto, se 400 pessoas regressam às escolas, são 400 contratados a menos", referiu.

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