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Foram contratados 3000 profissionais de saúde durante a pandemia

Foram contratados 3000 profissionais de saúde durante a pandemia

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou esta sexta-feira que foram contratados cerca de 3000 profissionais de saúde durante a pandemia em Portugal.

A taxa global de letalidade de covid-19 em Portugal é de 4,3% e, acima dos 70 anos, é de 16,9%, revelou o secretário de Estado.

"Há quase três meses que nos encontramos aqui para dar conta da evolução da situação de covid-19 no nosso país. O caminho onde procuramos dar as melhores respostas com base na melhor evidência científica, perante um cenário de incerteza. Por isso, uma palavra à comunicação social, que tem estado sempre connosco aqui, durante o confinamento e agora. Muito obrigado aos jornalistas pelo imprescindível papel prestado", começou por dizer Lacerda Sales.

"Estamos prestes a entrar na terceira fase de desconfinamento. Desde o dia 1 de março já foram feitos mais de 792 mil testes à covid-19. Mantém-se o stock de testes de um milhão. Foram contratados cerca de 3000 profissionais de saúde durante a pandemia. Estamos mais capacitados, mais preparados, com maior resposta no SNS, quer para atividade de covid, quer para a atividade não covid", acrescentou o secretário de Estado.

Quanto aos profissionais de saúde contratados, Lacerda Sales afirmou que se tem mantido o "reforço em função das necessidades". "Em Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo, foram contratados 580 profissionais de saúde. Resta-me agradecer a todos esses profissionais.

Por sua vez, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, fez um balanço da situação na região de Lisboa e Vale do Tejo. "Há cerca de 4400 doentes ativos em Lisboa. É uma situação complexa, porque tem várias e diversas causas, com diferentes surtos em diferentes circunstâncias. Não há um único fator que se possa identificar, há casos isolados e surtos associados a diversas tipologias", esclareceu.

"Não se pode continuar a tolerar comportamentos que ponham em risco a saúde pública"

"Há um assunto muito sério, que diz respeito aos mais jovens. Há uma tendência para aliviar o comportamento. A única forma de impedir a propagação do vírus é evitar o contacto físico e as máscaras complementam essa proteção. Os ajuntamentos não são indicados. Os jovens têm uma tendência para doença ligeira, mas isto não é uma constipação, eles podem transmitir a grupos de riscos, a pessoas idosas, aos familiares, perpetuando a propagação. Não se pode continuar a tolerar comportamentos que ponham em risco a saúde pública", apelou Graça Freitas, pedindo aos jovens que evitem concentrações e ajuntamentos.

Quanto aos centros comerciais, a diretora-geral da Saúde disse que segurança na reabertura vai depender "do comportamento cívico dos portugueses".

"Estamos a recuperar a atividade assistencial e apelo às pessoas para que não tenham medo. Se existem queixas, estamos a fazer um esforço para as corrigir", assegurou Lacerda Sales.

Relativamente à vacinação, Graça Freitas disse que "felizmente não há muitas crianças infetadas com covid-19" e quando as crianças recuperarem da doenças, irão retomar o seu esquema vacinal, para não atrasar. "Faço um apelo para que levam as crianças aos centros de saúde e não atrasem a sua vacinação", acrescentou a diretora-geral da Saúde.

Decorreu esta sexta-feira a habitual conferência de imprensa relativa à atualização diária da situação da pandemia de covid-19 em Portugal, com a presença da diretora-geral da DGS, Graça Freitas, e do secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.

mais 14 óbitos associados à covid-19, 350 novos casos diagnosticados e mais 274 doentes recuperados nas últimas 24 horas.

Portugal regista, esta sexta-feira, 31946 casos de infeção pelo novo coronavírus, um total de 1383 vítimas mortais da covid-19 e são agora 18911 os doentes que recuperaram da doença, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Os 14 novos óbitos ocorreram na região Norte (oito) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (seis). No total, o Norte regista 769 óbitos associados à covid-19 e Lisboa e Vale do Tejo tem 346.