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Força Aérea lança concurso de 157 milhões para aeronaves de combate a incêndios

Força Aérea lança concurso de 157 milhões para aeronaves de combate a incêndios

Portugal pretende alugar 26 aeronaves, das quais dez helicópteros (sete ligeiros e três pesados) e 16 aviões anfíbios (12 médios, dois pesados e dois ligeiros de coordenação), revelou fonte da Força Aérea ao JN.

Os custos do concurso internacional ascendem a 157 milhões de euros mais IVA e, de acordo com uma Resolução do Conselho de Ministros, os novos meios aéreos vão estar ao serviço do Estado português entre 2020 e 2024.

Estas aeronaves vêm substituir as 22 que o Estado tinha alugado no início de 2018 e cujos contratos cessam a 31 de dezembro deste ano, conforme avançou o jornal "Público", e vão agora juntar-se aos 34 meios aéreos alugados em janeiro de 2019 por 82,5 milhões de euros - neste caso até outubro de 2022. No próximo verão, Portugal vai ter, portanto, um total de 60 aeronaves para o combate de incêndios florestais.

A Resolução do Conselho de Ministros, datada de 28 de outubro e já publicada em "Diário da República", autorizou a Força Aérea "a realizar despesa com a aquisição de serviços de disponibilização e locação dos meios aéreos que constituem o dispositivo aéreo complementar do DECIR [Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais] de 2020 a 2024". O documento acrescenta ainda que, "embora se pretenda, de forma gradual e até 2023, edificar uma capacidade própria e permanente de meios aéreos do Estado para o combate aos incêndios rurais", nos próximos anos Portugal vai "continuar a recorrer à aquisição de serviços de disponibilização e locação de meios aéreos".

O concurso internacional para o aluguer aeronaves de combate a incêndios foi aberto dois meses mais cedo do que em anos anteriores. Caso não surjam interessados, a Resolução prevê "o recurso ao procedimento de ajuste direto".

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