Covid-19

Forças de segurança sem corte de vencimentos em caso de quarentena

Forças de segurança sem corte de vencimentos em caso de quarentena

Os elementos das forças e serviços de segurança que tenham de ficar em isolamento obrigatório, num estabelecimento de saúde ou em casa, devido ao perigo de contágio pelo novo coronavírus, não vão perder qualquer remuneração ou tempo de serviço.

De acordo com um despacho publicado sexta-feira em "Diário da República", "não se verifica a perda de qualquer remuneração nem de tempo de serviço, em moldes idênticos ao período de férias", para os elementos das forças e serviços de segurança que tenham de ficar "em confinamento obrigatório", devido ao perigo de contágio pelo novo coronavírus.

O diploma, emitido pelos ministérios da Administração Interna e da Modernização do Estado e Administração Pública, entrou em vigor em 19 de março e explicita que a necessidade de isolamento obrigatório tem de ser reconhecida pelas autoridades de saúde.

Segundo o Governo, este despacho tem em conta "a realidade de emergência que impende" sobre estes profissionais e o "risco acrescido da sua missão".

O SARS-CoV-2, responsável pela pandemia da doença covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 57 mil. Dos casos de infeção, mais de 205 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 587 mil infetados e quase 42 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes e 9.886 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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