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Forças políticas desconfiam do acordo dos líderes europeus

Forças políticas desconfiam do acordo dos líderes europeus

O PS considera positivas as conclusões da cimeira de líderes em Bruxelas, que aprovou novas medidas para ajudar a Grécia e salvar o Euro, embora peque por não encontrar soluções estruturais. PCP diz que foram apenas defendidos os interesses dos bancos e CGTP fala em cinismo.

"A cimeira foi positiva e deu bons sinais e bons indicadores. Foi um bom indicador o envolvimento do sector privado, mas a Europa continua a reagir tarde e - como se viu neste caso - a más horas. Portanto, as soluções estruturais continuam por ser encontradas, continuamos com a sensação que são soluções de conjuntura", disse à agência Lusa o secretário do PS para as Relações Internacionais, João Ribeiro.

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, diz que as conclusões da cimeira da zona euro estão a ser apresentadas de "forma cínica" porque o "elogio" a Portugal não passa de "um incentivo" para a adopção de mais austeridade.

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"É preciso ler tudo o que foi dito [na cimeira]. Essa interpretação de elogio não passa de um incentivo ao Governo português para continuar a aplicar a austeridade, porque além de mencionarem o elogio, [os líderes europeus] acrescentam já que Portugal e o Governo se deve preparar para outros planos de austeridade se for necessário", disse hoje Carvalho da Silva aos jornalistas no final de uma reunião com a direcção do PCP em Lisboa.

"É a confirmação daquilo que tínhamos vindo a dizer. Todas as preocupações, esforços e medidas [da zona euro] apontam para continuar a injectar o capital financeiro. Dinheiro dos povos, dos trabalhadores, dos contribuintes para continuar a salvar a banca dos seus desmandos. Esta é a linha central que está ali colocada", disse Jerónimo de Sousa, na sede do PCP em Lisboa, no final de uma reunião com a direcção da CGTP.

Para o CDS, "a reação dos mercados" às conclusões da cimeira é "encorajadora", apesar de reconhecer que persiste um "problema de fundo, que é a necessidade de a Europa não ser reativa, mas sim ter uma reposta integrada global e concluir a reflexão do Governo económico europeu" que possa "evitar estas cimeiras e soluções avulsas".

Alemanha, Banco Central Europeu e FMI mostraram a satisfação como acordo alcançado, esta madrugada, na cimeira de líderes europeus, em Bruxelas. O perdão de 50% da dívida grega e a recapitalização dos bancos animam os europeus e as bolsas mundiais.

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