Política

Francisco Assis ficaria "feliz" se fosse eleito presidente do Parlamento

Francisco Assis ficaria "feliz" se fosse eleito presidente do Parlamento

O presidente do Conselho Económico e Social, Francisco Assis, admitiu que ficaria "feliz" caso fosse eleito presidente da Assembleia da República. O socialista referiu que o cargo o "honraria" e, apesar de ter sido contra a 'geringonça', elogiou a "responsabilidade" demonstrada por BE e PCP desde 2015.

"Seria incompreensível que dissesse que era uma função que não gostaria de exercer", afirmou Assis, este sábado, em entrevista ao "Público". "É um cargo que, se algum dia se deparar na minha existência, muito me honraria", reforçou.

O antigo deputado do PS disse também que os motivos que antes o "impediam" de ser candidato ao Parlamento pelas listas do seu partido estão agora "removidos". A mudança, explicou, ocorreu depois de o secretário-geral socialista, António Costa, se ter mostrado "aberto a um diálogo construtivo quer à sua Esquerda, quer à sua Direita".

No entanto, Assis assegurou que ainda não foi convidado para ser deputado, condição necessária para ser eleito presidente da Assembleia da República. "Nem depende de mim. Quem vai fazer as listas do PS não sou eu", referiu, sublinhando que "naturalmente ficaria feliz" caso fosse escolhido pelos partidos para desempenhar esse cargo.

Admite que vai "refletir" sobre a 'geringonça'

Francisco Assis, conotado habitualmente com a ala direita do PS, foi um conhecido opositor da solução da 'geringonça', o que o retirou da primeira linha da vida partidária. Agora, considera "indiscutível" que BE, PCP e PEV deram "estabilidade política" para que o seu partido pudesse governar.

Lembrando que bloquistas, comunistas e verdes "também engoliram alguns sapos" desde que aceitaram viabilizar os Governos socialistas, Assis admitiu que tem de "refletir" sobre o que a 'geringonça' representou. Da mesma forma, pediu uma introspeção semelhante àqueles que, no PS, consideravam que essa solução se tornaria "um alfa e ómega" para o futuro.

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"Ninguém tem a obrigação de estar a aprovar orçamentos em relação aos quais tem divergências de fundo", afirmou Assis, referindo-se aos partidos à sua Esquerda e sublinhando que fala "com a autoridade moral de quem esteve contra a 'geringonça'".

No entanto, esclareceu que está sintonizado com António Costa: "Tal como compreendo a posição do PCP e do BE, também compreendo a posição do PS e do secretário-geral", referiu.

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