Morte assistida

Francisco George alerta contra "abusos médicos" de prolongamento da vida

Francisco George alerta contra "abusos médicos" de prolongamento da vida

O ex-diretor geral de Saúde Francisco George defendeu, este sábado, que a despenalização da morte assistida tem de ser aprovada em nome do "interesse público", alertando para o prolongamento artificial da vida em hospitais, sobretudo no setor privado.

No primeiro painel da conferência "Despenalizar a morte assistida: tolerância e livre decisão" organizada pelo BE e na qual o partido apresentou o seu projeto-lei sobre o tema, Francisco George lembrou que subscreveu "sem hesitação" o início deste movimento há dois anos.

"Esta lei tem de ser aprovada no interesse público, porque no final da vida há abusos médicos muitas vezes, por pressão de administrações sobretudo no setor privado, onde se mantém a vida artificial, que não é aceitável nem no plano moral, nem no plano da ética, nem no plano médico, nem no plano económico", defendeu o atual presidente da Cruz Vermelha.

Francisco George acrescentou ainda que os custos deste prolongamento da vida artificial da vida "são pagos pelos contribuintes".

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