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Fumamos menos, mas arriscamos mais no consumo de álcool

Fumamos menos, mas arriscamos mais no consumo de álcool

Consumo de tabaco desce mais nos jovens. Contudo, são os que ingerem seis ou mais bebidas numa só ocasião.

O mais recente Inquérito Nacional de Saúde, que analisa dados de 2019 e de 2014, traz boas e más notícias. Começando pelas primeiras, os portugueses estão a fumar menos, a beber menos bebidas alcoólicas, a deslocarem-se mais a pé e estão menos deprimidos. Contudo, e apesar de beber menos, a população arrisca mais no consumo de álcool (seis ou mais bebidas numa única ocasião). População essa mais obesa e mais sedentária. Pesados na balança, os portugueses estão hoje mais satisfeitos com a vida do que há cinco anos.

Consumo desce mais nos jovens

É na faixa etária dos 15-24 anos que se regista a maior quebra no consumo de tabaco, com 15,2 % dos jovens a fumarem, menos 6,1 pontos percentuais (p.p.) do que em 2014, revelam os dados ontem revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segue-se o grupo dos 25-34 anos, o que mais fumadores congrega: 27,6% (-4,3 p.p.). Apenas nos 65-74, onde há menos fumadores, se verifica um ligeiríssimo aumento (+0,1p.p.). Numa ótica nacional, 17% dos portugueses são fumadores, contra 20% em 2014. De resto, o perfil mantém-se: os homens fumam o dobro das mulheres (23,9% para 10,9%).

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Bebe-se cada vez mais em excesso

Os dados relativos ao consumo do álcool apresentam uma dicotomia. De um lado, o consumo diário dos que assumem beber caiu 5 p.p., para os 29,6%. Do outro, 2,6 milhões de portugueses assumiram terem consumido seis ou mais bebidas alcoólicas pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. É o chamado consumo arriscado. Em 2019, 42,8% da população correu esse risco, contra 33,2% em 2014. Com os jovens em destaque: 58,5% fizeram-no (+12,8 p.p.), não se aplicando aqui qualquer diferença de género. O que não se verifica na média da população, em que o consumo excessivo nos homens é quase o dobro do das mulheres. De destacar, ainda, o facto de a faixa etária dos 35-44 anos ter registado a maior subida nos últimos cinco anos (+14,5 p.p.), com 52,1% a assumirem aquele comportamento.

Obesidade já atinge 16,9% dos adultos

A população adulta (18 ou mais anos) com obesidade aumentou para os 16,9%, o que representa um crescimento de 2,2 p.p. face a 2014, sendo as mulheres mais afetadas do que os homens. Se incluirmos o excesso de peso , a proporção chega aos 53,6%. A faixa etária dos 55 aos 74 anos é a mais atingida, com valores acima dos 20%. Os dados do INE revelam ainda que, face a 2014, o aumento dos casos de excesso de peso foi pior nos homens e nos grupos etários mais jovens e mais idosos.

Deslocações a pé, mas menos exercício

Nos últimos cinco anos, mais meio milhão aderiu à prática de se deslocar diariamente a pé. Hoje, um terço da população fá-lo. Já a prática de exercício desportivo continua a não cativar quase dois terços da população. Da que resta, a prática semanal era inferior a duas horas. E ao contrário do que seria de esperar, não se alterou o número de pessoas que se desloca de bicicleta: 5,9%.

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