Crise humanitária

Fundão acolhe 19 migrantes resgatados em julho pelo navio "Aquarius"

Fundão acolhe 19 migrantes resgatados em julho pelo navio "Aquarius"

Chegaram a Portugal esta terça-feira à tarde 19 migrantes resgatados pelo navio "Aquarius", em julho.

Os 19 cidadãos, 17 homens e duas mulheres, vão ser acolhidos pelo município do Fundão, informou o Governo, em nota à comunicação social emitida em conjunto pelos gabinetes do ministro da Administração Interna e da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa .

Recebidos no âmbito de uma "ação humanitária concertada de Portugal, França e Espanha", os 19 migrantes são provenientes da Eritreia (14), Nigéria (3), Iémen (1) e Sudão (1).

"A chegada de mais este grupo de migrantes resulta do compromisso de solidariedade e de cooperação europeia assumido por Portugal em matéria de migrações", explica a nota enviada à comunicação social.

"O grupo beneficiará de um plano de integração e de empregabilidade seguindo um modelo já desenvolvido no trabalho com imigrantes", explica o Governo. "Terá, logo à chegada, um tradutor que acompanhará todo o processo por forma a facilitar a comunicação e a integração", lê-se, ainda, na nota.

O plano de integração implica ainda aulas de português, em articulação com a delegação do IEFP local, ações formativas sobre direitos e deveres, bem como a disponibilização de informações sobre o país.

O executivo afirma que "Portugal cumpre assim o seu dever de solidariedade humanitária e de contribuir para as soluções europeias para a questão da migração e das tragédias humanas que têm ocorrido no Mediterrâneo".

Mais 10 virão no futuro

Portugal vai ainda acolher futuramente 10 dos 58 migrantes que estão atualmente no navio de salvamento 'Aquarius', após ter chegado a um acordo com Espanha e França, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

"Portugal acordou com Espanha e França, no quadro da resposta solidária ao fluxo de migrantes que procuram chegar à Europa através do Mediterrâneo, acolher 10 das 58 pessoas que se encontram no navio Aquarius", refere o MAI, em comunicado.

Nos últimos meses, os navios de resgate civis foram forçados a retirar-se da chamada "rota central", acossados pela Guarda Costeira da Líbia e pelas pressões da União Europeia e do Governo italiano.

O 'Aquarius' é único navio de resgate civil atualmente a operar no Mediterrâneo central, considerada a rota migratória mais letal do mundo.

No domingo, as duas ONG responsáveis pelo 'Aquarius' acusaram o Governo italiano de pressionar o Panamá a retirar o seu pavilhão ao navio.

"Esta situação condena centenas de homens, mulheres e crianças, que buscam desesperadamente segurança, à morte no mar; e é um forte golpe contra o trabalho do 'Aquarius', a única embarcação de busca e resgate não-governamental ainda ativa no Mediterrâneo Central", alertam as ONG num comunicado.

Segundo o Panamá, a principal queixa das autoridades italianas é que "o capitão do navio se recusou a devolver os migrantes e refugiados ao local de origem".

Desde junho, devido à decisão do ministro do Interior transalpino, Matteo Salvini, que encerrou os portos italianos aos migrantes, o 'Aquarius' está proibido de atracar nos portos de Itália.

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