Investidor na Diáspora

Gabinete apoia 20 projetos de emigrantes

Gabinete apoia 20 projetos de emigrantes

O Gabinete de Apoio ao Investidor na Diáspora, plataforma do Ministério dos Negócios Estrangeiros para acompanhar projetos empresariais de emigrantes portugueses, acompanha atualmente mais de 20 projetos, principalmente de investimento em Portugal, rondando os 100 milhões de euros.

Constituído em 2013 pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Gabinete de Apoio ao Investidor na Diáspora (GAID) tem uma dupla função: por um lado, acompanhar investimentos de emigrantes em Portugal e, por outro, apoiar portugueses que querem internacionalizar os seus projetos, explicou à Lusa o embaixador António Alves de Carvalho, coordenador da plataforma desde fevereiro passado.

O GAID tem o objetivo de "facilitar, agilizar, identificar, acompanhar iniciativas e projetos de investimento dos empreendedores e agentes económicos portugueses, residentes no exterior, lusodescendentes, dirigidos para Portugal", explicou o responsável, a propósito do I Encontro do Investidor na Diáspora, que decorre em Sintra na sexta-feira e no sábado.

Ao mesmo tempo, referiu, o gabinete procura "detetar, acompanhar e orientar projetos de internacionalização de micro e pequenas empresas de base regional, que querem procurar alternativas e identificar mercados".

O GAID acompanha atualmente "acima de duas dezenas de dossiês", tratando-se sobretudo de iniciativas de investimento direto em Portugal, num total de quase 100 milhões de euros.

Predominam os projetos na área industrial, a montante e a jusante, tecnologia, inovação, logística, serviços, turismo e hotelaria, com os empresários a serem, sobretudo, da Europa, mas também Brasil e Estados Unidos.

O gabinete também já criou uma base de dados, em que estão identificadas quase sete mil micro e pequenas empresas da diáspora e 66 câmaras de comércio. A ideia é tornar esta base de dados pública, para que cada empresário possa inscrever-se e colocar "nome, origem, país, mercado, área, setor, contactos", exemplificou o diplomata.

Alves de Carvalho sublinhou que o gabinete "não força o investimento em Portugal" nem faz "um apelo direto aos afetos nem ao denominado 'mercado da saudade'", apesar de reconhecer que este "ainda tem uma relevância grande, porque muitas pessoas ainda vêm a Portugal com base nos laços afetivos".

O GAID procura mostrar Portugal como "um país que está a par dos demais", que é "capaz e preparado" e que "tem condições para receber quem quiser aqui investir".

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