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Gaia e Guarda representam o Exército na Beira

Gaia e Guarda representam o Exército na Beira

Dois sargentos ficaram no terreno para ensinar população de Nhamatanda a filtrar água. Cruz Vermelha e INEM mantêm equipas de 28 operacionais cada.

Metaforicamente: é como se eles dessem o peixe para comer e simultaneamente a cana para pescar - mas depois ainda ensinassem, com paciência e repetidamente, para que serve a cana, o carreto, o isco e o anzol. É isto que estão a fazer na cidade da Beira, província-mártir de Sofala, a mais desfeiteada pelo ciclone Idai de 14 de março que varreu mais de 600 vítimas, dois sargentos do Exército Português que ainda permanecem em Moçambique após a saída do seu contingente.

Operam ambos em Tancos, Santarém, mas não são de lá, na Força de Reação Rápida do Exército. São de Gaia - Luís Ribeiro, 2.0 sargento, 27 anos, solteiro - e da Guarda - Pedro Rodrigues, 1.0º sargento, 34 anos, casado, dois filhos. E andam ambos de coração cheio no meio da devastação, da carência e do calor.