24.01.2020

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Costa abre as portas de São Bento para exposição de design nacional

Costa abre as portas de São Bento para exposição de design nacional

Uma exposição com mais de 80 obras de design abre ao público a partir de sábado, inaugurando uma nova iniciativa de arte na residência oficial do primeiro-ministro, intitulada "Design em São Bento".

A exposição "Design em São Bento - Traços da Cultura Portuguesa" é inaugurada, sábado, pelas 16 horas, por António Costa, e tem entrada livre. Depois, e até 30 de junho de 2021, a residência oficial do primeiro-ministro abre portas ao público, com visitas guiadas, todos os primeiros domingos de cada mês. Mas a primeira visita realiza-se já no próximo domingo, dia 26, entre as 11 e as 13 horas.

A ideia partiu de Costa, em 2019, e contactou o Museu do Design e da Moda (MUDE), para estabelecerem uma parceria, a exposição apresenta 85 peças de diferentes naturezas - mobiliário, luminária, objetos decorativos, alfaias agrícolas, tapeçarias, peças científicas -, do século XII ao XXI, que "espelham um entendimento de design muito abrangente", explicou aos jornalistas a curadora Bárbara Coutinho, diretora do MUDE.

Ao estabelecer esta parceria, apesar de ter sido uma iniciativa do primeiro-ministro, a mostra passou a integrar-se dentro da estratégia do "MUDE fora de portas".

Na base está um conceito que é "a capacidade inata de o homem transformar a realidade à sua volta", sendo disso exemplo um trilho de debulhar cereais, pertencente ao Museu Nacional de Etnologia, colocado na parede da sala de jantar.

Outro conceito subjacente à exposição é o diálogo entre a seleção de peças e outras já existentes naquele lugar, que, fazendo uso de materiais como o vidro, a pedra, a tapeçaria ou a cortiça, dão uma visão da portugalidade num sentido mais amplo, disse Bárbara Coutinho.

Os critérios que pautaram o desenho desta mostra foram a conjugação do conforto e da funcionalidade para quem vive e trabalha na residência com a componente de design de interiores.

Todas as peças escolhidas visaram "materializar um conceito e espelhar um país" e dessa forma transformar "um lugar de soberania em epicentro da cultura portuguesa", afirmou a curadora do MUDE.

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