04.11.2018

Lisboa

Desfile militar assinala os 100 anos do Armistício da Primeira Guerra

Desfile militar assinala os 100 anos do Armistício da Primeira Guerra

Um desfile militar de grandes dimensões, com passagem de caças F-16, assinala este domingo, na Avenida da Liberdade, Lisboa, os 100 anos do Armistício da I Guerra Mundial, reunindo as altas figuras do Estado.

Além do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, marcam presença os ex-presidentes da República António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio.

A cerimónia evocativa dos 100 anos do fim da I Guerra Mundial (1914-1918) começou às 11 horas com a chegada do presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, que passou revista às forças em parada e discursou às 11.30 depois de uma homenagem aos mortos, com a deposição de uma coroa de flores.

O desfile militar iniciou-se em seguida no sentido descendente da Avenida da Liberdade, a partir do Marquês de Pombal até aos Restauradores, reunindo cerca de 4500 elementos, dos quais 3437 militares das Forças Armadas, 390 militares da GNR, 390 polícias da PSP e 160 antigos combatentes.

Estão ainda representadas as forças armadas da Alemanha, EUA, França e Reino Unido, com 80 militares, e o Colégio Militar e os Pupilos do Exército, com 180 alunos.

O desfile é organizado pela Liga dos Combatentes e pelo EMGFA e obrigou a medidas especiais de segurança e a restrições de trânsito na cidade, com a PSP a apelar aos cidadãos que queiram assistir a utilizar os transportes públicos, especialmente o metropolitano.

A cerimónia conta ainda com 111 viaturas e motos das forças de segurança, 86 cavalos e 78 viaturas das Forças Armadas. A completar o dispositivo, haverá uma componente naval, com uma fragata e um navio de patrulha oceânico fundeados no Tejo, e a formação de aeronaves F-16, para passagem aérea durante a homenagem aos mortos.

Com o propósito de "homenagear a paz" e "honrar a memória" dos 100 mil portugueses que combateram na I Guerra Mundial e os 7500 que morreram no conflito, a cerimónia pretende ainda "estimular o orgulho nacional" e ser "um ato de cidadania", segundo porta-voz do EMGFA, chefiado pelo almirante António Silva Ribeiro.

Quanto às medidas especiais de segurança, a Avenida da Liberdade estará delimitada em zonas para o público, com gradeamentos e carris anti-veículo.

A operação não prevê controlo de acessos, mas envolverá "alguns milhares de polícias" de várias unidades face ao "risco significativo" que a PSP associa a iniciativas desta dimensão e com a presença de altas entidades.

Portugal participou na Grande Guerra com cerca de 100.000 homens ao lado dos aliados, enviando para a frente ocidental o Corpo Expedicionário Português, em 1917.

Os soldados portugueses estiveram também presentes na frente de Angola, em 1914-1915, em Moçambique, entre 1914 e 1918, e em França, em 1917 e 1918.