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Galiza apela ao governo de Espanha que se comprometa em relação ao TGV

Galiza apela ao governo de Espanha que se comprometa em relação ao TGV

O presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, apelou hoje ao governo de Espanha, que se comprometa, na cimeira ibérica de Viana do Castelo, com o avanço da obra do TGV até à fronteira com Portugal.

Aquele governante participou na jornada "Desafios atuais em infraestruturas transfronteiriças e desenvolvimento económico da Eurorregião Galiza - Norte de Portugal", organizada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal (GNP, AECT) e pela Confederação de Empresários da Galiza (CEG). Uma iniciativa prévia à cimeira ibérica e na qual a ligação ferroviária em alta velocidade foi considerada prioritária para a afirmação económica da eurorregião.

"O realmente importante é tentar assegurar uma ligação de alta velocidade entre a Corunha-Porto-Lisboa. Esta, que é uma velha reivindicação do governo da Galiza, e que se pode materializar, num futuro próximo, se conseguirmos o compromisso dos governos de Espanha e Portugal", declarou Alfonso Rueda, assinalando a sua "satisfação pelo feito do Governo português se pronunciar de uma forma clara em favor desta infraestrutura". "Só cabe esperar e reclamar, do governo espanhol que faça o mesmo", disse, acrescentando também que "a Comissão Mista Luso-Espanhola para a Cooperação Tranfronteiriça, que se reuniu no Porto, no dia 22 de setembro, incorporou nas suas conclusões para a próxima Cimeira Ibérica a necessidade de afrontar a obra o mais rápido possível, incluindo a saída sul de Vigo [que liga à fronteira]".

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Na jornada de hoje em Vigo, também o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDR-Norte) Beraldino Pinto, afirmou que "a integração da Eurorregião Galiza - Norte de Portugal e a sua afirmação na fachada atlântica e no espaço europeu reclamam uma resposta renovada à ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Vigo".

Por seu turno, o diretor do AECT da Eurorregião Galiza - Norte de Portugal, Nuno Almeida, lembrou que "a eurorregião quer ver resolvidos os impedimentos de mobilidade de pessoas e de produtos numa zona da fronteira que se afirma como uma das mais dinâmicas no que respeita ao movimento de trabalhadores".

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