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Dois generais afastam-se do Exército por divergências com Rovisco Duarte

Dois generais afastam-se do Exército por divergências com Rovisco Duarte

O tenente-general Antunes Calçada, comandante do Pessoal do Exército, afastou-se do cargo esta sexta-feira por divergências com o Chefe do Estado-Maior do Exército. Pela mesma razão, o tenente-general Faria Menezes, comandante das Forças Terrestres, vai apresentar a demissão na segunda-feira.

Num curto comunicado divulgado este sábado, o Exército confirmou que o tenente-general Antunes Calçada apresentou declaração de passagem à situação de reserva "a qual foi aceite pelo general chefe do Estado-Maior do Exército", Rovisco Duarte.

De acordo com comunicado emitido pelo Exército, o Tenente-General Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército, Rodrigues da Costa, foi nomeado para assumir o cargo de Comandante do Pessoal em acumulação.

A decisão de Rovisco Duarte foi comunicada ao ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, indicou ainda o Exército.

Segundo adianta o jornal "Expresso", a gota de água, depois de anos de divergências, foi a exoneração de cinco comandantes, na sequência do furto de material de guerra em Tancos.

Antunes Calçada, que considerou o ato como "inqualificável", deixou uma mensagem de despedida do Exército no Facebook.

Comandante das Forças Terrestres quer sair

Também o comandante das Forças Terrestres, tenente-general Faria Menezes quer deixar o cargo, anunciando que vai apresentar a demissão na segunda-feira ao chefe de Estado-Maior do Exército.

As razões estão igualmente ligadas a divergências com Rovisco Duarte, se bem que Faria Menezes tenha criticado a chamada "manifestação das espadas", uma iniciativa que estava igualmente ligada à contestação da posição da chefia do Exército quanto à situação de Tancos.

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