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Global Media vai apostar na digitalização

Global Media vai apostar na digitalização

A digitalização é a aposta estratégica do país e também da Global Media (GMG), que integra o JN, DN, TSF e O Jogo, garantiu esta terça-feira, no Parlamento, o presidente executivo do grupo. Marco Galinha garantiu aos deputados da comissão de cultura e comunicação que não existe "um euro em atraso" em salários e que as redações serão reforçadas com 20 jovens jornalistas.

"É um grupo que vai estar ao lado da digitalização e vou fazer tudo para este grupo vencer", garantiu aos deputados.

Interpelado pelo deputado do BE, Jorge Costa, sobre atrasos no pagamento a colaboradores e se a gráfica Naveprinter foi ou não comprada pelo Grupo Bel, Marco Galinha assegurou que neste momento "não há um euro, um cêntimo de atraso na Global Media". Relativamente à gráfica, tendo em conta que "o papel tem os dias contados", é um ativo não estratégico, "um imóvel não operacional" que pode vir a ter "um interesse logístico" no futuro.

"Continuamos a acreditar que este grupo tem luz ao fundo do túnel", sublinhou. Além do recrutamento dos 20 jornalistas, "dos melhores alunos de jornalismo em Portugal", que estão preparados para entrar no grupo e que estão preparados para a digitalização, a intenção do grupo Bel também é de subir os salários mais baixos do grupo e equilibrar os ordenados entre mulheres e homens. "É uma prioridade absoluta, dar igualdade", prometeu, revelando que os 100 salários mais baixos do grupo são de mulheres e os 100 mais altos de homens.

"É de facto nosso objetivo subir os 100 salários mais baixos. Não só os 100, os que conseguirmos fazer. É uma questão de princípio e é uma questão de honra", afirmou.

Questionado pelas deputadas Mara Coelho (PS) e Fernanda Velez (PSD) sobre a situação financeira da empresa que levou ao anúncio de possível adesão ao plano de apoio da retoma progressiva e das contas do grupo antes da entrada do grupo Bel, o presidente executivo do grupo explicou que a GMG perdeu 230 milhões de euros em 11 anos mas que toda a dívida foi comprada pela sua empresa. "Agora deve praticamente zero à banca. Este grupo está preparado para crescer".

Marco Galinha revelou ainda pretender "entregar à sociedade portuguesa" o espólio do DN e do JN, "sob vigilância do grupo Bel".

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