Covid-19

Gouveia e Melo declara vitória: "Já ganhámos a este vírus"

Gouveia e Melo declara vitória: "Já ganhámos a este vírus"

O coordenador da task force da vacinação contra a covid-19 considera que o país já ganhou a primeira batalha contra o vírus, mas alerta que há outros desafios pela frente, como a gripe sazonal e a administração de uma eventual terceira dose da vacina.

"Nós já ganhámos a este vírus. Pelo menos a primeira batalha está ganha. Isso é um grande alívio para todos nós", afirmou o vice-almirante Gouveia e Melo, acrescentando que a taxa de "incidência está a cair apesar do estado de desconfinamento", da população ter ido de férias e de o país ter recebido turistas estrangeiros.

"O processo de vacinação venceu o vírus e agora temos que começar a aprender a reganhar a nossa liberdade e a nossa vida. Claro que com alguns cuidados, temos que ser inteligente, também não podemos ser descuidados", declarou aos jornalistas à margem da inauguração do ano escolar na Secundária Alves Martins, em Viseu.

Questionado sobre os novos desafios que Portugal tem pela frente no combate ao novo coronavírus, Gouveia e Melo explicou que "a batalha seguinte é combater a gripe sazonal e depois ver se é necessário ou não dar a tal terceira dose".

"Se é uma dose generalizada ou só para um grupo restrito de pessoas. Nós já estamos a dar a terceira dose para os imunossuprimidos e, portanto, isso tudo a seu tempo há de ser decidido, sem precipitações porque os nossos dados estatísticos mostram que a vacinação resulta, basta olhar para a incidência", sustentou.

Segundo a task force, 82% da população portuguesa já tem a vacinação completa. A meta dos 85% deverá ser atingida no final da próxima semana.

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O site de estatísticas "Our World in Data" diz que Portugal é hoje o país com a taxa de cobertura de vacinação mais elevada no mundo. O vice-almirante considerou esta numa "boa notícia", mas sublinhou que a sua maior preocupação é saber se a taxa de vacinação é suficiente ser atingida a imunidade de grupo.

"Eu não estou preocupado se somos o primeiro ou o segundo do mundo, eu estou preocupado é se essa taxa é suficiente para termos a proteção de grupo e eventualmente a imunidade de grupo. Eu estou confiante que sim, mas só o futuro o dirá", referiu.

Aos jornalistas, o responsável máximo pela vacinação contra o novo coronavírus aplaudiu ainda a investigação aberta pelo Ministério Público aos insultos feitos por dezenas de negacionistas ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

"Há ou não há crime? Há ou não há uma contraordenação qualquer? Se não há, não há problema nenhum, se há a lei tem que se aplicar porque a lei é para se aplicar e a democracia sobrevive quando a lei se aplica. Estado de direito", vincou.

O vice-almirante presidiu esta quarta-feira à abertura do ano letivo na Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, estabelecimento de ensino que frequentou em 1975 quando regressou de África com os pais. Gouveia e Melo frequentou o estabelecimento de ensino um ano, período em que esteve a viver com uma tia-avó na cidade de Viriato. No regresso à escola não escondeu a emoção.

"Vim para este liceu confuso, sentia que estava dentro de uma máquina de lavar e que me enrolava a mim e à minha família e em que nós não tínhamos o mínimo de controlo sobre os nossos destinos. Vim encontrar paz aqui neste liceu", afirmou, emocionado, salientando que a paz que encontrou foi transmitida pelos professores com quem se cruzou.

"E o que vos quero dizer enquanto professores é : os senhores são o verdadeiro fermento da evolução, a farinha são os alunos", conclui, num discurso que arrancou um aplauso dos professores e funcionários que estavam na sala.

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