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Governo admite novo imposto sobre o consumo

Governo admite novo imposto sobre o consumo

O Governo socialista, apoiado pelo BE e pelo PCP, prepara um segundo Orçamento do Estado, em que admite um novo imposto indireto sobre o consumo.

Um ano depois de a Esquerda ter prometido o "virar da página da política de austeridade", uma rápida reposição dos salários e a criação de emprego, o Governo socialista, apoiado pelo BE e pelo PCP, prepara um segundo Orçamento do Estado, em que admite um novo imposto indireto sobre o consumo.

"O país tem de fazer escolhas", justifica António Costa, primeiro-ministro daquele que a Oposição classifica de "Governo de impostos", mas que, para comunistas e bloquistas, mantém o país no rumo certo.

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"A política fiscal que o PCP defende visa desagravar os rendimentos do trabalho e do povo e assegurar, com a adequada tributação do grande capital (património, lucros, dividendos...), os meios necessários à concretização dos objetivos orçamentais", justificam os comunistas, em comunicado.

"Sabemos que não haverá aumento de impostos sobre bens essenciais", acrescenta o deputado bloquista Jorge Costa, numa alusão à admissão feita ontem pelo primeiro-ministro, em entrevista ao "Público", de que poderá haver um novo imposto indireto sobre consumos não essenciais e que "dependem de escolhas".

Mais não diz António Costa nem o seu Governo. E o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, garante, em declarações ao JN: "O primeiro-ministro não anunciou um novo imposto. Não excluiu".

"Dão com uma mão e tiram com duas", insiste Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, acusando o Governo de anunciar impostos "todas as semanas", com impactos negativos numa economia que cresceu 0,9%, quando as previsões do Executivo, para 2016, eram de um crescimento de 1,8%.

Para Marco António Costa, o regozijo da Esquerda pela reposição dos salários na Função Pública e pela diminuição do desemprego cai por terra quando se constata que "o investimento está parado". "Os dados macroeconómicos estão piores. Os mitos começaram a cair", salienta o vice-presidente do PSD, referindo-se, por um lado, ao aumento da dívida pública que, num ano, passou de 229,3 mil milhões de euros para 243,3 mil milhões, e, por outro, aos avisos de ontem do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, sobre a iminência de novos resgates na Banca.

Já o PAN, que até alinha num aumento de impostos que não abranja bens essenciais, teme que o Executivo tenha caído num "paradoxo": "O compromisso é o de que não haveria aumento de impostos e que seriam devolvidos rendimentos aos portugueses", recorda André Silva.

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