Orçamento do Estado

Governo admite que existe "risco" de portugueses perderem poder de compra

Governo admite que existe "risco" de portugueses perderem poder de compra

A ministra dos Assuntos Parlamentares reconheceu, esta sexta-feira, que há o "risco" de os portugueses perderem poder de compra em 2022. No entanto, Ana Catarina Mendes sublinhou, durante o encerramento do debate do Orçamento do Estado (OE) na generalidade, que o Governo nunca prometerá "futuros ilusórios" ao país.

"Dir-me-ão, em particular à nossa Esquerda, que há o risco de perda real de poder de compra este ano. Há, dizer o contrário seria tapar o sol com a peneira. Mas, no que depender do Governo, ele será mitigado e não será nunca o Governo a promover uma espiral inflacionista", afirmou a governante.

Num debate em que o Executivo foi atacado, sobretudo por PSD, Chega, PCP e BE, por fazer regressar a austeridade ao país, Ana Catarina Mendes defendeu que a receita a seguir deve ser responder "aos desafios" que a inflação for colocando, em lugar de aumentar os salários de forma preventiva.

"Sabemos qual é o nosso compromisso com os portugueses: não prometer futuros ilusórios", frisou a ministra. Ana Catarina Mendes descreveu o OE como um documento "responsável" e "de manutenção da trajetória de consolidação orçamental", revelando que o Governo prosseguirá esse rumo durante toda a legislatura.

A governante rejeitou as repetidas acusações de austeridade, dizendo que "não adianta agitar fantasmas". Assumindo que o Executivo aproveitou "o espaço de manobra disponível para reduzir o défice e a dívida pública", recuou até 2015 - ano da criação da geringonça - para afirmar que o PS constatou, nessa altura, que uma economia sem margem para consolidar as contas públicas padecia de uma "fragilidade"

Num discurso centrado em procurar refutar que o país não terá de voltar a apertar o cinto, a ministra enumerou alguns exemplos que, no seu entender, provam que o OE é progressista, como o desdobramento dos escalões do IRS, o reforço do SNS em 700 milhões de euros ou o aumento do investimento público de 3,8% para 4,9% do PIB.

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