Covid-19

Governo aguarda parecer do Instituto Ricardo Jorge a novos testes

Governo aguarda parecer do Instituto Ricardo Jorge a novos testes

Novos diagnósticos rápidos da covid-19 ainda estão a ser analisados e está pedida reunião de trabalho com Infarmed, Direção-Geral de Saúde e Cruz Vermelha para emitir validação.

O Governo está interessado na oferta de 500 mil testes rápidos à covid-19 para serem utilizados em lares e escolas feita pela Cruz Vermelha Portuguesa, mas aguarda luz verde do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

O Ministério da Saúde confirmou, ao JN, que "o assunto encontra-se em avaliação".

Os novos testes adquiridos pela Cruz Vermelha Portuguesa só entraram no mercado no início do mês e um dos fabricantes em causa obteve aprovação em Portugal há apenas dez dias, faltando ainda submeter os testes do segundo fabricante, na próxima semana, à validação das autoridades portuguesas.

Segundo o INSA, o grau de fiabilidade destes testes é motivo de alguma preocupação por isso foi pedida uma reunião de trabalho com o Infarmed, a Direção-Geral de Saúde e a Cruz Vermelha Portuguesa para apurar metodologias e critérios de utilização.

Só depois será dada luz verde ao Ministério da Saúde para, então, avançar com os testes oferecidos a custo zero para ajudar a travar a pandemia.

O médico gestor do programa de testes covid-19 da CVP explicou, ao JN, que "o teste rápido corresponde a cerca de 93-96% da fiabilidade de um PCR-RT", o teste convencional de laboratório usado em Portugal. Assim, acrescentou Gonçalo Orfão, a "margem de erro é de apenas 4% a 7%". O teste pode resultar em falsos negativos, exigindo um teste convencional, mas os positivos são certos. "O facto de dar essa resposta em 15 minutos permite travar as cadeias de contágio", resumiu.

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