Covid-19

Há mais concelhos em risco, mas ritmo de transmissão é mais lento

Há mais concelhos em risco, mas ritmo de transmissão é mais lento

O Governo anunciou, esta quinta-feira, que o número de concelhos em risco elevado e muito elevado subiu de 90 para 116. A incidência continua a crescer, mas o ritmo é mais lento.

Na conferência de imprensa desta quinta-feira após Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, recordou que "esta semana é apenas uma atualização da situação dos concelhos". São agora 29 concelhos em alerta, 55 em risco elevado e 61 em risco muito elevado. Assim, passou de 90 para 116 o número de concelhos em risco elevado e muito elevado e que passam a ter recolher obrigatório às 23 horas. Veja aqui a lista de municípios em alerta e em risco e as respetivas regras.

A governante alertou ainda que "há muitos concelhos acima da incidência de 120 casos por 100 mil habitantes" e que a incidência nacional é neste momento de 421.3 casos por 100 mil habitantes e o R(t) continua a ser superior a 1.

No entanto, a ministra assinalou que "o nível de transmissão é menor do que foi nas últimas semanas" e que "esse movimento é claro no gráfico" da matriz de risco, sendo que "o vermelho é menos denso do que era há umas semanas".

"Isto significa que esta semana não são alteradas as regras", reiterou Mariana Vieira da Silva, relembrando que na próxima terça-feira haverá nova reunião com os especialistas no Infarmed e que nessa altura serão definidas as novas medidas para o combate à pandemia, anunciadas após o Conselho de Ministros de dia 29.

"O Governo sempre disse que quando uma percentagem significativa da população tivesse duas doses seria um novo momento e esse momento aproxima-se", explicou a governante.

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Julho foi o mês com mais testes realizados

Sobre o processo de testagem, Mariana Vieira da Silva afirmou que o Governo tem "procurado ter cada vez mais informação disponível" acerca da venda e que já há muita informação sobre "em que farmácias é que há testes disponíveis".

"O mês em que mais testamos foi o mês de julho, esse era o objetivo desta estratégia", resumiu a ministra, recordando que com a variante Delta é necessário também "ter duas doses de vacinas" e que o Executivo quer "aumentar a vacinação para preparar uma nova fase, que não será de total normalidade, mas diferente daquela em que vivemos".

Sobre a vacinação dos mais jovens, a governante recordou que "António Costa deu toda a informação necessária", remetendo mais informações para o parecer técnico que ainda falta receber. Sublinhou que Costa disse que está tudo pronto para avançar para essa faixa etária, dos 12 aos 17 anos, que são cerca de 470 mil crianças e jovens. O calendário é de 14 de agosto a 19 de setembro, com vacinação aos fins de semana. A ideia é ser feita antes das aulas para evitar novas interrupções do ano letivo.

Não há alterações aos horários dos estabelecimentos

Sobre a continuação da obrigatoriedade de apresentação de teste para aceder aos estabelecimentos de restauração e hotelaria, Mariana Vieira da Silva reconheceu que "todos gostaríamos de não precisar de nenhum tipo de teste, mas procuramos ter o maior número de instrumentos para fazer este controlo".

A ministra reforçou ainda que não foi introduzida nenhuma nova medida face aos horários das lojas e outros estabelecimentos.

A governante reforçou a ideia de que se vive uma "situação em que a incidência continua a crescer, mas o ritmo é menor do que já foi".

"Já nos encontrámos em zonas em que o vermelho era mais escuro do que aquela em que agora nos encontramos. Algumas regiões aparentam já ter atingido o seu pico, como Lisboa e Vale do Tejo e os Açores. Não podemos dizer que estamos numa situação sem nível de preocupação, mas é um bom sinal que resulta da capacidade de conter o crescimento da pandemia e da eficácia da vacinação. É uma corrida contra o tempo", explicou.

Relativamente às regras em vigor, "no entender do Governo são claras e estabelecidas há muito tempo", disse a ministra, concluindo com uma mensagem que tem vindo a repetir nas últimas semanas: "Temos de nos centrar menos nas listas de exceções e mais nas regras que temos em vigor".

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