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Covid-19

Governo chama desempregados para ajudar em lares

Governo chama desempregados para ajudar em lares

Os lares de idosos, hospitais e outros equipamentos em sobrecarga devido à Covid-19 poderão integrar desempregrados, trabalhadores com contratos suspensos ou estudantes, durante três meses.

A medida aprovada em Conselho de Ministros, e publicada terça-feira em Diário da República, permite a admissão de desempregados, de trabalhadores com contrato suspenso ou horário de trabalho reduzido e também de trabalhadores com contratos de trabalho a tempo parcial - desde que não tenham mais de 60 anos, nem pertençam aos grupos sujeitos a dever de especial proteção definidos na regulamentação do Estado de Emergência.

Estudantes ou formandos, preferencialmente de áreas relacionadas com estas atividades, desde que com 18 anos ou mais, também podem ser integrados.

Os desempregados subsidiados receberão uma bolsa de 438,8 euros (1 Indexante de Apoio Social - IAS), que acumula com o subsídio de desemprego. Aos restantes destinatários será atribuída uma bolsa de 658,2 euros (1,5 vezes o IAS). O pagamento da bolsa será assegurado a 90% pelo IEFP.

Resposta em dois dias

Para aceder a esta nova medida, as entidades devem preencher o formulário disponível no portal do IEFP, enviá-lo por correio eletrónico para Serviço de Emprego correspondente ao estabelecimento e aguardar resposta do IEFP, que será enviada no prazo máximo de dois dias úteis.

As pessoas que não estejam inscritas no IEFP e que estejam disponíveis para colaborar com estas entidades, devem inscrever-se no IEFP através do portal iefponline. As pessoas com experiência e/ou formação nas áreas da saúde e apoio familiar terão prioridade.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes e 7443 casos de infeções confirmadas.