Incêndios

Governo anuncia situação de alerta e reforço do patrulhamento

Governo anuncia situação de alerta e reforço do patrulhamento

Portugal continental volta a estar a partir de domingo em situação de alerta, um cenário que se vai manter, pelo menos, até à próxima terça-feira, e surge na sequência de mais uma onda de calor que atinge o país. O patrulhamento vai ser reforçado, para combater o "incendiarismo".

A situação de alerta leva a "especiais limitações" quanto ao uso de fogo, utilização de máquinas, realização de trabalhos agrícolas e acesso aos espaços florestais, explicou, esta sexta-feira, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, no final de encontros de trabalho com elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e outros membros do Governo.

José Luís Carneiro anunciou, também, que o patrulhamento dissuasor será reforçado com 25 patrulhas das Forças Armadas, uma vez que "combater o incendiarismo é uma prioridade". "Entre julho e agosto duplicou o número de incêndios cujas causas estarão relacionadas com incendiarismo. Passamos de 13 para 26%, o que significa que é necessário reforçar os meios de vigilância e de fiscalização", com vista a "salvaguardar o património ambiental e florestal", porque "há perigos permanentemente à espreita".

PUB

Ainda assim, referiu, "54% [dos incêndios florestais] continuam a ser devido ao uso indevido do fogo e ao uso de máquinas e trabalhos no domínio da agricultura e floresta".

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que as temperaturas continuem a subir e colocou 70 concelhos da região Centro (nos distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Aveiro, Leiria e Santarém) e do Algarve (Portalegre e Faro) em risco máximo de incêndio.

Mais 500 bombeiros

Para combater os fogos, a ANEPC foi autorizada a "avançar com a contratação de mais 100 equipas de bombeiros, o que significa mais 500 homens, tendo em vista reforçar os meios humanos e permitir que esta reposição de meios mantenha o vigor e eficácia que tem existido até agora", acrescentou o ministro da Administração Interna, sublinhando que cerca de 90% dos fogos têm sido dominados ao fim de 90 minutos.

Os pagamentos às corporações de bombeiros que têm tido o esforço de integração do dispositivo especial de combate a incêndios rurais serão antecipados. Em causa está um valor que é "superior a um milhão de euros", avançou o ministro José Luís Carneiro, explicando que a intenção é garantir que as associações mantêm "condições de decisão e operacionalidade".

Consulte aqui a declaração integral da situação de alerta.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG