Covid-19

Governo diz que "não há razões para a corrida aos supermercados"

Governo diz que "não há razões para a corrida aos supermercados"

O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, disse que não há razões para a "corrida aos supermercados" devido ao Covid-19 e garantiu que não há perspetiva de rutura de "stocks".

"Não há razões para aquilo que se designa de corrida aos supermercados, porque isso pode gerar um alarme que é injustificado", disse João Torres aos jornalistas no final de uma reunião de um grupo de trabalho entre o Governo, entidades públicas e associações do setor produtor agroalimentar, retalho, distribuição e logística das cadeias de abastecimento.

No final da reunião que decorreu hoje no Ministério da Economia, em Lisboa, para avaliar os impactos na cadeia de distribuição alimentar, o governante garantiu que "não há razões para alarmismo" e que as situações de "procura inusitada" registadas nos supermercados "não significam, na prática, que não haja 'stocks' suficientes para repor em prateleira esses mesmos produtos".

No entanto, João Torres admitiu que face ao surto do novo coronavírus "é naturalmente aceitável, em determinada proporção, que as pessoas possam fazer opções de consumo porventura um pouco mais reforçadas do que é normal".

"Existem razões para que passemos uma mensagem de confiança e de serenidade às consumidoras e aos consumidores. E serenidade não é sinónimo de irresponsabilidade, muito pelo contrário", reforçou o governante.

Reconhecendo o aumento da procura e questionado sobre se será necessário, no futuro, racionar as quantidades de compras, o secretário de Estado disse que na reunião de hoje os operadores económicos da indústria agroalimentar, do retalho e da distribuição e da logística asseguraram "que há todas as condições para repor os produtos em prateleira".

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"Não estamos na iminência de ruturas de 'stock' dos géneros alimentícios mais relevantes e essenciais", assegurou João Torres, pelo que "não se verificam necessidades (...) do estabelecimento de um número máximo de produtos que podem ser comprados, por tipologia".

O secretário de Estado acrescentou que as empresas do setor se estão a articular "para suprir as necessidades que se estão a verificar com a maior celeridade possível", para que "a rotação de produtos nas prateleiras seja feita".

Questionado sobre o efeito da Covid-19 nos trabalhadores do setor, e sobre se as empresas estão preparadas caso tenham de os colocar em quarentena, João Torres afirmou que "todas as empresas têm planos de contingência" e que o Governo avaliará a situação juntamente com entidades públicas e associações empresariais "em face de cada circunstância concreta".

No caso de encomendas feitas para casa através da Internet, João Torres reconheceu que "está a haver, mesmo no caso do retalho alimentar, algum atraso no processo logístico de entrega dos produtos", mas que, de acordo com o que as associações do setor reportaram ao Governo, "não deve ser considerado preocupante".

A reunião de hoje contou também com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, que afirmou que as associações do setor produtivo e agroalimentar referiram que "não há qualquer problema ao nível da capacidade produtiva nacional" nem da sua capacidade de distribuição.

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