Pandemia

Governo diz que SNS está preparado para aumentar resposta à covid-19

Governo diz que SNS está preparado para aumentar resposta à covid-19

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, afirmou esta quarta-feira que Portugal está preparado para aumentar a resposta à covid-19 no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nomeadamente o número de camas nas enfermarias e nos cuidados intensivos.

Na conferência de imprensa desta quarta-feira sobre a evolução da pandemia em Portugal, e com o regresso dos mais de dois mil casos diários de covid-19, o secretário de Estado da Saúde reconheceu que o "momento que vivemos mantém-se de grande preocupação". No entanto, Diogo Serras Lopes, à semelhança do que tem sido feito por outros membros do Governo, apelou à serenidade e garantiu que o "SNS está preparado para continuar a expandir a capacidade".

O governante admitiu que a pressão no SNS é inegável desde o início da pandemia, mas os números mostram "menores incidências em internamento em enfermaria e em unidades de cuidados intensivos" e uma redução do tempo de internamento dos doentes com covid-19. "Nas camas de cuidados intensivos dedicadas a covid-19 registamos uma taxa de ocupação de 71%, com mais uma vez o valor mais alto a ser registado na Administração Regional de Saúde do Norte (76%)", disse.

Diogo Serras Lopes não avançou com um número de capacidade máxima do SNS, porque, afirmou, é "bastante elástica". "Monitorizamos as necessidades que existem e vamos continuar a fazê-lo", disse.

Esta quarta-feira, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, anunciou que o centro de apoio militar à covid-19 no antigo hospital militar em Belém será reforçado com 60 camas. O secretário de Estado da Saúde admitiu que as Forças Armadas estarão prontas para ajudar o SNS, já que "qualquer necessidade poderá ser coordenada entre as duas tutelas", o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa.

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Para colmatar as possíveis necessidades do SNS, o governante responde com números: desde o início da pandemia foram contratados mais cinco mil profissionais de saúde. Diogo Serras Lopes relembra ainda que há várias "entidades do setor público com autonomia de contratação".

Sobre as críticas da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, relativamente à utilização de estagiários de enfermagem na realização de inquéritos epidemiológicos, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, respondeu que apenas "são mais uma camada de reforço".

Surtos em escolas e lotação dos transportes

Os casos de infeção do novo coronavírus em ambiente escolar continuam a ser motivo de preocupação para as famílias. Porém, Graça Freitas afirmou que a colaboração com o Ministério da Educação tem sido constante. Até este momento foram registadas 49 surtos em escolas, com 499 casos reportados.

De fora destes números permanecem os alunos Erasmus infetados, uma vez que a maioria não ficou infetada em contexto escolar. "Hoje saiu uma sondagem que mostra que a maioria das pessoas viu este regresso à escola como um movimento seguro e positivo", rematou a diretora-geral da Saúde. Já nos lares, foram registados 129 surtos ativos, num total de 1453 infeções entre os utentes e 593 nos funcionários.

Ainda sobre a lotação dos transportes públicos, principalmente nos grandes centros urbanos, o secretário de Estado da Saúde referiu que a maioria dos contágios não acontece nestes espaços, mas em "contextos familiares e sociais".

Portugal regista esta quarta-feira mais 16 vítimas mortais e 2535 novos casos de covid-19. Recuperaram mais 1340 pessoas. No total, desde o início da pandemia, morreram 2229 pessoas e 106 271 foram infetadas.

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