Covid-19

Governo e presidente da República de acordo quanto à não obrigatoriedade da vacina

Governo e presidente da República de acordo quanto à não obrigatoriedade da vacina

Face à adesão dos portugueses, tanto Marcelo Rebelo de Sousa como o secretário de Estado Adjunto e da Saúde entendem que não é necessário tornar a vacinação obrigatória.

O presidente da República e o Governo, pela voz do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, entendem que, perante os níveis de adesão, não há necessidade de tornar a vacinação contra a covid-19 obrigatória. Entretanto, a "maioria" dos hospitais já entregou ao Governo as escalas preenchidas até ao final do ano e elaborou planos de contingência para responder ao aumento de casos associados à SARS-CoV-2.

Este domingo, à saída do congresso da Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a elogiar a adesão das pessoas à vacinação. "Os portugueses percebem que devem vacinar-se, sem necessidade de vacinação obrigatória", realçou o chefe de Estado.

A mesma posição é assumida pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde. "Se continuarmos com este exemplo de cidadania e de adesão à vacinação, não há nada a tornar obrigatório, porque os portugueses aderem por si", afirmou António Lacerda Sales no final de uma visita ao centro de vacinação de Leiria.

Em declarações aos jornalistas, o governante manifestou-se ainda convicto que o nível de adesão será mantido com a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, "se for essa a decisão" da Direção-Geral de Saúde. Frisando que é preciso esperar pelo parecer da Comissão Técnica de Vacinação, Lacerda Sales assume que, "pessoalmente", espera que o país possa inocular essas crianças, "na sequência da autorização" da Agência Europeia do Medicamento.

Também Marcelo Rebelo de Sousa acredita que se registará o mesmo voluntarismo na inoculação de crianças, dando como exemplo o que aconteceu na faixa etária entre os 12 aos 18 anos. "Depois de discutidos vários pontos de vista houve uma adesão massiva. Isso foi um bom sinal", disse.

"Não vejo razão para não haver a mesma adesão por parte de pais, avós e crianças de idades inferiores", acrescentou o presidente da República.

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Confrontado com a necessidade de o Governo ouvir os especialistas do Infarmed antes do Natal, o chefe de Estado alegou que essa é uma avaliação que cabe ao Executivo e deu nota da comparação que efetuou. "Ontem tínhamos pouco mais de 20 mortos. Há um ano, no dia de hoje [5 de dezembro], tínhamos 87. Estamos com menos de mil internados. Há um ano, estávamos com mais de três mil. Estamos com cerca de uma centena em cuidados intensivos, estávamos com 516 há um ano".

Sem esconder "preocupação" com o aumento dos números, Lacerda Sales garantiu, no entanto, que os serviços de saúde estão a preparar-se para responder a esse crescimento, adiantando que "a maioria" dos hospitais já entregou escalas fechadas até ao final do ano.

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